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O novo comportamento dos recrutadores na hora de contratar profissionais e o futuro das vagas de emprego

31 jul 2019
10h14
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O RH das empresas vem passando por diversas transformações em seus processos de contratação. Tempos atrás, era comum que as melhores vagas de emprego fossem veiculadas nos jornais e currículos impressos, e que não permitiam atualização; esses currículos eram entregues dentro de envelopes, em mãos, mas em um certo momento isso ficou ultrapassado. Muitas pessoas não acompanharam as rápidas mudanças e insistiram nesse formato, enquanto as empresas e consultorias de recrutamento e seleção deixaram até de receber material desta forma e só aceitavam cadastros através da internet — em base própria — ou através sites de emprego parceiros,. Essa tendência se manteve até pouco tempo, mas os novos tempos trouxeram mudanças no comportamento dos RH's. Hoje, os sites de emprego já estão sendo aos poucos substituídos e, em breve, aqueles que insistirem nessa forma sofrerão as consequências de não acompanhar as mudanças e novas tendências dos processos de seleção de mão de obra.

Aos poucos, as melhores oportunidades do mercado vêm saindo da grande mídia. As grandes empresas e multinacionais de grande porte não mais costumam veicular suas vagas de emprego na internet, nem utilizar mais métodos tradicionais para captação de currículos. Adotando novas estratégias, essas empresas conseguem fugir do recebimento de centenas ou milhares de currículos para uma vaga, como em tempos anteriores.

Os especialistas em assessoria de carreira, a partir deste comportamento do mercado, começaram a investir em uma ferramenta de marketing de recolocação profissional chamada DPB (Digital Professional Branding) que nada mais é do que a criação de uma marca profissional na internet. Marcus Vinicius Mendonça Depolo que é referência em gestão de carreiras executivas e hoje a frente da empresa Employability afirma: "Os sites de emprego em breve vão acabar, eu já disse isso em outras entrevistas que dei e mantenho o pé firme nessa certeza. O profissional que não se redesenhar e não se colocar à frente das novas exigências do mercado será engolido e não será considerado pelos recrutadores para as melhores oportunidades".

Construir uma marca profissional não é simples, requer tempo e investimento financeiro, é necessário que verdadeiramente o interessado queira tornar-se referência no assunto e consequentemente em sua área de atuação. "Uma empresa que não aparece para seus compradores não vende! E a que aparece para o público errado também não! O mesmo vale para quem quer ser contratado. Você acredita que o profissional que está misturado com dezenas de milhares de currículos na internet e que busca através dos veículos de recolocação em massa alcançar as melhores oportunidades em grandes empresas e multinacionais de grande porte, vai conseguir o que quer? Se você quer estar junto aos melhores precisa se vender falando com autoridade do assunto e o tempo de construir uma marca profissional com autoridade em algo chegou." afirma Antônio Carlos Pinto dos Santos que é Job Hunter a mais de 15 anos e na Employability Recursos humanos já realizou centenas de recolocações em empresas como Vale, Sheraton, Citta Telecom, Keter Brasil entre outras.  

Em um ponto de vista estratégico do assunto o também gerente de carreiras da Employability RH Diego Rodrigo apresenta uma visão com exemplos sobre o tema:"Uma marca profissional na rede não é nada novo, é só pensarmos em coaching por exemplo, já vem em nossas mentes: Geronimo Theml, José Roberto Marques, Paulo Vieira... Pensou em contratar um coach pessoal? Esses nomes já invadem qualquer procura que você faça sobre o assunto e se apresentam como solução. Talvez até existam profissionais ainda melhores do que eles, mas eles são os mais influentes na mente do consumidor deste tipo de produto. Não adianta você ter um currículo lindo, cheio de especializações e experiências mas que não vende".

Hoje trabalhando com outplacement, mas com diversos anos de experiência em recrutamento e seleção de mão e executive search, a assessora de carreiras da Employability Cristiane Ferreira faz uma crítica construtiva com base em sua experiência, ao comportamento mais comum entre os profissionais: "Infelizmente vender o conceito de planejamento de carreira no Brasil é muito difícil, a enorme maior parte dos profissionais jamais realizou qualquer ação estratégica por sua carreira e acaba sendo naufrago ao invés de comandante em suas carreiras. Esperar perder ou estar para perder o emprego para depois pensar no assunto infelizmente é o mais comum, criar uma marca profissional é o futuro e muita gente não entenderá a mudança ou irá relutar para mudar, com isso naturalmente muitos ficarão pelo caminho neste processo".



Website: http://www.employability.com.br

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