2 eventos ao vivo

Estudo de Jorge Moll comprova que cérebro processa valores como altruísmo

8 dez 2017
11h20
atualizado em 10/12/2017 às 11h25
  • separator
  • comentários

Que fazer o bem faz bem todo mundo sabe, no entanto, agora, a prática - que pode ser tanto a doação de dinheiro, como a doação de tempo, de atenção, de carinho, um trabalho voluntário ou tantas outras coisas mais - foi constatada também pela ciência como positiva não só para quem recebe a boa ação, mas também para quem a realiza. A verificação é do neurocientista e presidente do Instituto D'Or de Pesquisa e Ensino (IDOR), Jorge Moll Neto, que, junto com o psicólogo João Ascenso, doutorando do Instituto, conseguiu explicar como o cérebro processa valores como o altruísmo, por exemplo.

Através de um experimento, em que foi utilizado mapeamento cerebral por ressonância magnética funcional, os pesquisadores observaram que as partes do cérebro que são ativadas por eventos e atividades que causam prazer - os chamados "centros de recompensa" - também eram "acendidos" quando voluntários realizavam doações para instituições de caridade. E isso era tão intenso quanto quando eles ganhavam direito para eles mesmos.

A experiência de Jorge Moll Neto e João Ascenso também constatou que o ato de fazer o bem ativou, de forma seletiva, duas regiões cerebrais - o córtex subgenual e a área septal - relacionadas ao sentimento de apego e de pertencimento. As áreas estão envolvidas no cuidado que uma mãe tem com o filho e também na união entre casais, por exemplo.

"Ou seja, quando você age em favor de uma causa ou princípio importante, você está ativando um sistema que foi desenvolvido ao longo de milhões de anos para promover os laços familiares e de amizade", disse o neurocientista do IDOR Jorge Moll Neto.

Sem fins lucrativos, o IDOR tem como finalidade promover, com responsabilidade social, o avanço científico e tecnológico no setor da saúde. A instituição desenvolve diversas iniciativas nas áreas de ensino e pesquisa clínica. A Coordenação de Pesquisa está estruturada nas áreas de medicina intensiva, medicina interna, neurociências, pediatria e oncologia.

Atualmente, o Instituto D'Or de Pesquisa e Ensino possui o seu próprio Programa de Doutorado em Ciências Médicas, bem como parcerias efetivas com Programas de Pós-graduação Stricto Sensu de Universidades públicas no Rio de Janeiro. Além disso, a entidade presidida por Jorge Moll Neto mantém laços de cooperação científica com diversas instituições de pesquisa e ensino nacionais e internacionais.

Desde 2010, no entanto, o IDOR opera de forma independente e em sede própria, mas as suas origens remontam ao início da sua principal mantenedora - a Rede de Hospitais D'Or São Luiz, maior operadora independente de hospitais do Brasil, fundada pelo médico cardiologista e empresário brasileiro Jorge Moll Filho. Atualmente, ela possui 35 hospitais e dois sob gestão (Hospital da Criança e Israelita); 5,1 mil leitos operacionais; 38,5 mil colaboradores; e 87 mil médicos credenciados. Ainda, por ano, a rede faz cerca de 3,35 milhões de atendimentos de emergência, 356 mil internações, 220 mil cirurgias e 24,3 mil partos.

DINO Este é um conteúdo comercial divulgado pela empresa Dino e não é de responsabilidade do Terra

compartilhe

comente

  • comentários
publicidade
publicidade