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Campanha "Mulheres, salvem seus úteros!" completa 21 anos e chama atenção para o excesso de histerectomias no Brasil

27 set 2016 - 15h17
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O número de mulheres que perdem o útero no Brasil é alarmante. Estima-se que entre 200 e 300 mil mulheres perdem seu órgão matriz por ano, com a taxa de mortalidade chegando a três óbitos a cada mil cirurgias realizadas.

Os miomas respondem por cerca de 60 a 70 % destas cirurgias mutiladoras (histerectomia). Cerca de 50% das mulheres têm ou terão miomas em algum estágio da vida, e mais de 1/3 delas na fase procriativa (até os 38 anos).

Segundo estatísticas do SUS, a histerectomia é a segunda cirurgia mais frequente entra as mulheres em idade reprodutiva, logo após o número de cesáreas realizadas.

"Grande parte dos miomas não causam qualquer sintoma e são detectados no exame ginecológico ou através de uma ultrassonografia de rotina; assim, por não causarem problemas, as mulheres podem conviver com eles sem precisar fazer nada", explica o Dr. Claudio Basbaum, ginecologista e obstetra da Clínica Pró-Matrix.

Em 1995, Dr. Claudio já percebia esse excesso cirúrgico que era cometido contra as mulheres e para chamar a atenção da sociedade, e lançou a campanha permanente "Mulheres, salvem seus úteros!". Trata-se de uma iniciativa humanitária que convida a sociedade a refletir sobre a necessidade de diminuir os números de histerectomias no Brasil.

"Devemos estimular as mulheres a exercerem seu direito de opção por novas técnicas e descobertas científicas, participando ativamente da melhora na qualidade de sua assistência médica e na escola do seu tratamento", ressalta o especialista.

Muitos procedimentos e cirurgias desnecessárias, por vezes com resultados nocivos, poderiam ser evitados.

A histerectomia é uma violência contra a mulher e pode causar uma série de efeitos colaterais imediatos como: febre, infecção urinária, doença inflamatória pélvica, infecção da ferida operatória, sangramento, aderências, complicações anestésicas e lesão de órgãos adjacentes. Existem ainda os efeitos tardios, como distúrbios urinários (perda de urina e urgência urinária entre outros), alterações da estática dos órgão pélvicos inclusive com prolapso (queda da bexiga/reto/cúpula vaginal) e prisão de ventre. Por fim, podem ocorrer ainda outros efeitos colaterais relacionados à sensação de castração causada pela perda do órgão, tais como: depressão, insônia, diminuição da autoestima, perda do apetite, dores de cabeça, redução do desejo sexual, inabilidade de atingir o orgasmo, caracterizando uma sensação de vazio interior, quadro este que é chamado de "síndrome da mulher ôca".

Por tudo isso, é fundamental que haja uma conversa franca entre a mulher e o médico para que sejam estudadas outras formas de tratamento e evitar cirurgias desnecessárias.

"A ideia preventiva de saúde é de respeito absoluto à integridade física e psíquica da mulher", diz o especialista.

Quando devem ser realizadas histerectomias:

Só devem ser indicadas para mulheres com problemas graves na região pélvica, quando outros tratamentos clínicos não tiveram sucesso e consiste na retirada do útero e, dependendo da gravidade da doença, das trompas e dos ovários também.

Tipos de histerectomia:

Histerectomia total: retirada do corpo do útero por inteiro, ou seja, com o colo;

Histerectomia subtotal: retirada do corpo do útero, mantendo a sua parte inferior, isto é, o colo;

Sintomas comuns nas mulheres que têm o(s) mioma(s)

"Se você tem mioma e não tem sintoma, provavelmente não vai precisar de uma cirurgia", explica Dr. Claudio Basbaum.

Se a paciente não tiver dor, sangramento excessivo, anemia decorrente deste sangramento, desconforto por compressão de órgãos vizinhos ou que esteja associado à sua infertilidade, podemos monitorar a presença desses nódulos para controle de seu eventual crescimento. A intervenção clínica ou cirúrgica deverá ser indicada apenas no caso de tornarem-se sintomáticos.

"Não aceite passivamente a indicação de uma histerectomia: procure uma segunda opinião!", conclui o Dr. Claudio Basbaum.

DINO Este é um conteúdo comercial divulgado pela empresa Dino e não é de responsabilidade do Terra
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