Desenrola 2.0 é lançado hoje: endividados poderão renegociar dívidas de até R$ 15 mil
Programa permite uso do FGTS e traz novas regras para o pagamento de débitos e restrição a jogos
O governo federal lançou na manhã desta segunda-feira (4) a nova versão do programa Desenrola. A iniciativa permite que os beneficiários possam renegociar dívidas de até quinze mil reais por pessoa. O processo é realizado após a aplicação de descontos que variam de trinta a noventa por cento. Desta vez, o programa possibilita o uso de até vinte por cento do saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço para quitar pendências financeiras. O evento de anúncio contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e de vários ministros. Entre eles estavam Dario Durigan, Bruno Moretti e Paulo Pereira.
Regras e taxas do novo programa
O Desenrola permite a renegociação de dívidas do cartão de crédito, cheque especial, crédito pessoal e do Fies. As taxas de juros previstas são de até um vírgula noventa e nove por cento, com descontos significativos. Algumas informações já haviam sido adiantadas pelo governo em pronunciamentos anteriores. O presidente destacou que os usuários que aderirem ao Novo Desenrola ficarão bloqueados de plataformas de apostas online por um ano. A medida visa proteger o orçamento doméstico das famílias.
Bloqueio nas plataformas de apostas
A declaração oficial do governo reforçou a preocupação com o uso do dinheiro em jogos de azar após a renegociação. Durante seu pronunciamento em cadeia nacional, o mandatário foi enfático sobre essa nova diretriz para os beneficiários do programa. "Agora, o que não pode é renegociar a dívida e continuar perdendo dinheiro apostando em Bet. Por isso, quem aderir ao Novo Desenrola Brasil ficará bloqueado por um ano em todas as plataformas de apostas on-line. Não é justo que as mulheres tenham que trabalhar ainda mais para pagar as dívidas de jogo dos maridos", informou.
Cenário de endividamento no país
A decisão de lançar essa nova edição surge em um contexto de juros elevados e alto endividamento nacional. A gestão também ocorre em um período político importante para o atual governo federal. Dados do Banco Central apontam que o indicador de endividamento das famílias subiu para quarenta e nove vírgula nove por cento em fevereiro. Esse número representa o maior patamar da série histórica, iniciada no ano de dois mil e cinco. O indicador mostra a relação entre o saldo das dívidas e a renda acumulada ao longo de doze meses. A autoridade monetária também registrou outro dado expressivo para a economia nacional. O comprometimento da renda das famílias com o serviço das dívidas atingiu vinte e nove vírgula sete por cento no mesmo mês.
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