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Cuidado no inverno: Pediatra aponta os riscos do uso incorreto de seringas e inaladores

Profissional orienta famílias sobre quando a lavagem nasal ajuda, os limites do uso diário e os riscos da inalação em casa

6 jul 2026 - 19h34
(atualizado às 19h49)
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Com a chegada do inverno, aumenta também a preocupação das famílias com gripes, resfriados, congestão nasal e crises respiratórias em crianças. Muito usados em casa, o soro fisiológico, a lavagem nasal e a inalação ainda geram dúvidas sobre frequência, indicação e forma correta de aplicação. A Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul (SPRS) alerta que essas práticas podem auxiliar no alívio de sintomas, mas não devem ser vistas como prevenção garantida contra infecções respiratórias.

Foto: Magnific/Ilustrativa / Porto Alegre 24 horas

A lavagem nasal com soro fisiológico pode ajudar principalmente quando a criança apresenta secreção nasal. Segundo a SPRS, ainda não há evidência suficiente para recomendar o uso diário com a finalidade de prevenir gripes e resfriados. A orientação é que o recurso seja utilizado para aliviar sintomas, especialmente em quadros de congestão e coriza.

"A prescrição é para o alívio dos sintomas. Por isso, o soro deve ser usado quando a criança tem secreção, e não como uma medida automática de prevenção", orienta o otorrinopediatra José Faibes Lubianca Neto, da Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul.

A forma de aplicação também exige atenção. Em crianças maiores, a partir dos cinco anos, podem ser utilizados dispositivos de maior volume e baixa pressão, como garrafinhas, lotas ou seringas, sempre com cuidado para evitar força excessiva. Já em bebês e crianças pequenas, a recomendação é restringir o uso a conta-gotas ou sprays de soro fisiológico.

Um dos erros mais comuns é aplicar o soro com muita pressão, especialmente com seringas e garrafinhas. Essa prática pode empurrar secreções para regiões próximas ao ouvido e aumentar o risco de otite média. Outro equívoco frequente é insistir em lavagens repetidas até que o soro saia pela outra narina. Conforme a SPRS, isso nem sempre é necessário, especialmente em crianças pequenas.

A entidade também chama atenção para a inalação com soro fisiológico. A prática não deve ser usada de rotina no inverno. Além de não ser indicada como cuidado preventivo regular, há risco de contaminação dos dispositivos, inclusive por fungos, quando o equipamento não é utilizado ou higienizado de forma adequada.

Os pais e responsáveis devem procurar o pediatra quando a criança apresentar dor de ouvido, febre alta, aumento do ritmo respiratório, sinais de falta de ar ou chiado no peito. A avaliação médica também é recomendada quando a secreção nasal amarelada e os sintomas melhoram por volta do quinto ou sexto dia, mas voltam a piorar nos dias seguintes, ou quando a congestão nasal associada ao resfriado ultrapassa dez dias.

*Com a informação SPRS/Assessoria

Porto Alegre 24 horas
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