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CPI do INSS aprova indicação de prisão preventiva de 21 nomes; veja quem está na lista

Pedido será feito ao ministro André Mendonça, do STF; relator pede a detenção do ex-presidente do INSS Alessandro Stefanutto e do 'Careca do INSS'

1 set 2025 - 20h49
(atualizado às 21h36)
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BRASÍLIA - A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) aprovou a indicação ao Supremo Tribunal Federal (STF) da prisão preventiva de 21 nomes, entre eles o ex-presidente do INSS Alessandro Stefanutto e de Antônio Carlos Camilo Antunes, o "Careca do INSS".

O pedido partiu do relator do colegiado, deputado Alfredo Gaspar (União-AL). A lista também compreende pessoas envolvidas no esquema fraudulento de desconto indevidos a aposentados e operadores ligados a empréstimos consignados.

"Diante dos evidentes riscos à ordem pública, à conveniência da instrução criminal e à garantia de aplicação da lei penal, representamos pela prisão preventiva dos investigados acima consignados", justifica o relator.

Stefanutto foi nomeado para o cargo de presidente do INSS no dia 11 de julho de 2023 por Carlos Lupi, ministro da Previdência Social durante o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que teceu elogios ao subordinado, dizendo que ele não "se deixa dobrar por interesses menores".

Com a aprovação, a Advocacia do Senado Federal entrará com o pedido de prisão preventiva junto a André Mendonça, ministro relator do caso no STF.

O governo pediu para a CPI fazer uma nova indicação após a aprovação dos 21 nomes. O escolhido foi o ex-ministro da Previdência do governo Jair Bolsonaro foi José Carlos Oliveira. Oliveira também foi presidente do INSS, onde é servidor de carreira, entre novembro de 2021 e março de 2022.

O nome do ex-ministro despontou na investigação da Operação Sem Desconto a partir da análise de movimentações financeiras de associações e sindicatos sob suspeita de ligação com o esquema.

A Polícia Federal identificou vínculos com pessoas ligadas à Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais do Brasil (Conafer), uma das entidades investigadas, que recebeu mais de R$ 100 milhões do INSS.

Parlamentares de governo e oposição manifestaram preocupação com a possibilidade de prisões preventivas ao longo da CPI.

" Na minha avaliação ela (a prisão) não vai no sentido de fortalecer o papel da CPMI", afirmou o senador Marcos Rogério (PL-RO). " A partir desse momento, muitos pedidos de prisão serão apresentados e podemos desvirtuar o papel da CPI."

O deputado Rogério Correia (PT-MG) concordou. "Se o método de trabalho for esse, vamos sair daqui com 500 pessoas presas porque foram citadas", disse.

Veja a lista com os 21 nomes:

  1. André Paulo Félix Fidélis - Ex-diretor de Benefícios e Relacionamento com o Cidadão do INSS, suspeito de receber dinheiro em troca de autorizações para que associações e sindicatos pudessem fazer o desconto indevido em aposentadorias e pensões
  2. Erick Douglas Martins Fidélis - Filho de André Fidélis, teria atuado em conjunto em processos suspeitos de concessão de benefícios e é suspeito de receber propinas.
  3. Cecília Rodrigues Motta - advogada que presidiu entidades no Ceará e é suspeita de repassar propina para envolvidos no esquema.
  4. Virgílio Antônio Ribeiro de Oliveira Filho - Procurador-geral do INSS, suspeito de receber propina de lobistas e de entidades para permitir o funcionamento do esquema.
  5. Taisa Hoffmann Jonasson - Companheira de Virgílio, teria recebido parte dos valores ilegais destinados a ele.
  6. Maria Paula Xavier da Fonseca Oliveira - Sócia de empresa que, segundo a AGU, foi utilizada como "instrumento para práticas ilícitas" e serviu como meio de captação de recursos de aposentados".
  7. Alexandre Guimarães - Ex-diretor de INSS suspeito de ter recebido valores de lobista ligado a entidades que praticavam descontos ilegais de aposentados.
  8. Antônio Carlos Camilo Antunes - É o "careca do INSS" apontado como figura central do esquema.
  9. Rubens Oliveira Costa - Apontado como sócio do "careca do INSS".
  10. Romeu Carvalho Antunes - Filho do "careca do INSS" e sócio do pai em empresas supostamente ligadas ao esquema.
  11. Domingos Sávio de Castro - Dono de empresas de call center apontadas como partícipes das fraudes.
  12. Milton Salvador de Almeida Júnior - Sócio do "careca do INSS" em uma empresa
  13. Adelino Rodrigues Júnior - Citado como operador de call center que seria usado nas fraudes e representante de uma das entidades investigadas.
  14. Alessandro Antônio Stefanutto - ex-presidente do INSS
  15. Giovani Batista Spiecker - ex-coordenador-geral de Suporte ao Atendimento ao Cliente do INSS, suspeito de enviar dados de supostos beneficiários para descontos associativos sem ser habilitado.
  16. Reinaldo Carlos Barroso de Almeida - Atuava em diretoria do INSS e teria também remetido dados de supostos beneficiários para descontos.
  17. Vanderlei Barbosa dos Santos - ex-diretor de benefícios do INSS e ex-"número 2" do órgão. A diretoria dele era apontada como a "usina do esquema".
  18. Jucimar Fonseca da Silva - ex-coordenador-geral de pagamento de benefícios do INSS, aparece nas investigações como suspeito de participação no esquema.
  19. Phillip Roters Coutinho - policial federal flagrado escoltando em uma viatura oficial um empresário e um procurador do INSS investigados no esquema.
  20. Maurício Camisotti - empresário apontado como suspeito de ser figura central no esquema.
  21. Márcio Alaor de Araújo - Citado por testemunha na CPI do INSS como envolvido em esquema de desconto de consignado.
Estadão
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