PUBLICIDADE

Tarcísio Padilha, membro da ABL, morre vítima da covid-19

Filósofo e professor, Tarcísio Padilha tinha 93 anos e ocupava a cadeira número 2 da Academia Brasileira de Letras

9 set 2021 13h30
| atualizado às 14h10
ver comentários
Publicidade

O acadêmico e professor Tarcísio Padilha morreu na manhã desta quinta-feira (9), no Rio, vítima de covid-19. Ele tinha 93 anos e ocupava a cadeira número 2 da Academia Brasileira de Letras (ABL) desde 1997.

Devido à pandemia e à recomendação de se evitar reuniões e aglomerações, a ABL informou que não haverá velório em homenagem a Padilha.

Em nota, o presidente da academia, Marco Lucchesi, lamentou a morte de Tarcísio Padilha, que ocupou a presidência da casa nos anos 2000 e 2001. "Tarcísio encarnou a filosofia da hospitalidade e da acolhida, pondo em prática o ideal de Panikkar: o 'diálogo dialogante'. Absoluta liberdade, sem precondições, sem espaço para a colonização do Outro. Tarcísio defendeu a dupla cidadania agostiniana. Hoje habita o ponto ômega. Fonte de luz e de esperança.", escreveu Lucchesi.

Tarcísio Padilha, membro da ABL, morre vítima da covid-19
Tarcísio Padilha, membro da ABL, morre vítima da covid-19
Foto: Divulgação/ABL

Confira a nota da ABL na íntegra

"A Academia Brasileira de Letras perde hoje uma de suas figuras mais queridas e admiradas: o filósofo, professor e escritor Tarcísio Padilha. Foi presidente da ABL e de inúmeras e prestigiosas instituições internacionais. Tarcísio participou da criação de universidades, fundou cátedras, cursos de pós-graduação, conquistando amigos e discípulos. Foi reconhecido como filósofo da esperança não porque a estudou, mas porque soube aplicá-la com sabedoria na sua mundivisão. Ex-presidente da sociedade internacional de filósofos católicos, foi amigo dos últimos Papas, sobretudo de João Paulo II. Tarcísio encarnou a filosofia da hospitalidade e da acolhida, pondo em prática o ideal de Panikkar: o "diálogo dialogante". Absoluta liberdade, sem precondições, sem espaço para a colonização do Outro. Tarcísio defendeu a dupla cidadania agostiniana. Hoje habita o ponto ômega. Fonte de luz e de esperança."

Marco Lucchesi, presidente da ABL

Estadão
Publicidade
Publicidade