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Renda Brasil não deve tirar direitos, opina Tabata Amaral

Deputada disse que parlamentares resistem à ideia de extinguir o abono salarial e o Farmácia Popular pelo novo programa

24 ago 2020 19h25
| atualizado às 19h46
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O modelo do programa Renda Brasil apresentado pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, foi mal recebido no Congresso Nacional. Parlamentares cobram do governo um detalhamento da proposta e resistem à ideia de trocar o benefício pela extinção de programas como o abono salarial e a Farmácia Popular.

Deputada Tabata Amaral
Deputada Tabata Amaral
Foto: PAULO GUERETA/AGÊNCIA O DIA / Estadão Conteúdo

Uma das articuladores da frente parlamentar criada no Congresso para discutir um programa de renda básica no País, a deputada Tabata Amaral (PDT-SP) afirmou que não haverá adesão ao programa do ministro Paulo Guedes, e que o Legislativo vai imprimir a digital própria no projeto.

Conforme o Estadão antecipou, Guedes acenou com a concessão de um benefício médio de R$ 247 para o Renda Brasil, que vai substituir o Bolsa Família. O valor, no entanto, ainda pode ser maior, mas acabaria com programas sociais como o abono salarial e a Farmácia Popular.

"Não haverá endosso ou adesão à proposta do governo: a frente representa mais de 200 parlamentares de 23 partidos do Congresso e a sua vocação é ressaltar o protagonismo do Congresso na definição de uma política de renda básica para o Brasil", afirmou Tabata Amaral. "A proposta do Executivo será recepcionada, discutida e modificada, da mesma forma que o auxílio emergencial, por exemplo."

No auxílio emergencial, o governo divulgou uma proposta de R$ 200 para informais, desempregados e beneficiários do Bolsa Família enfrentarem a crise provocada pela covid-19. Quando o Congresso quis ampliar o valor para R$ 500, Bolsonaro deu ok para fechar em R$ 600.

Integrantes da frente parlamentar se reuniram com Guedes na última quinta-feira, 20. O Congresso Nacional avalia criar uma comissão de deputados e senadores para discutir o programa Renda Brasil. Seria um colegiado no mesmo formato da comissão mista da reforma tributária.

"Tenho uma preocupação muito grande de que a criação de um projeto de renda básica não signifique nenhuma perda de direito para a população", afirmou a deputada, ponderando que é preciso esperar a proposta do governo para avaliar se a troca de um programa por outros será benéfica.

Estadão
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