PUBLICIDADE

Prefeitura de SP só tem testes de covid para mais 15 dias

Desde o fim de semana, rede municipal faz exames só em pacientes prioritários

17 jan 2022 14h34
| atualizado às 15h00
ver comentários
Publicidade

Os testes de covid-19 da Prefeitura de São Paulo devem durar mais 15 dias, prevê a Secretaria Municipal da Saúde. Nesse período, a pasta espera receber mais kits. Em várias partes do Brasil, gestores públicos e laboratórios privados têm dificuldades para conseguir mais exames, diante da explosão da demanda com o espalhamento da variante Ômicron do coronavírus, mais contagiosa. A rede de saúde da capital paulista definiu no sábado, 15, que só casos considerados prioritários - como gestantes, pacientes com comorbidade e moradores de rua - serão testados.

"Temos quantidade para mais 15 dias. Até lá, seguramente, os testes que compramos e os testes que serão comprados pelas OSs (Organizações Sociais de Saúde) vão garantir um reabastecimento na rede", afirmou o secretário municipal de saúde, Edson Aparecido nesta segunda-feira, 17. As OSs são instituições filantrópicas do terceiro setor, responsáveis pelo gerenciamento de serviços de saúde do Sistema Único de Saúde (SUS) em todo o País, em parceria com as secretarias municipais e estaduais de saúde.

Doria fala durante entrevista coletiva nesta sexta-feira Eliane Neves/Fotoarena/Estadão Conteúdo
Doria fala durante entrevista coletiva nesta sexta-feira Eliane Neves/Fotoarena/Estadão Conteúdo
Foto: Eliane Neves / Fotoarena/Estadão Conteúdo

"Fizemos a priorização da testagem para garantir que não faltará testes para os grupos prioritários, que são os sintomáticos, moradores de rua, idosos, puérperas e gestantes, pessoas que estão em situação pré-cirurgia e profissionais. Para esses grupos prioritários, a gente tem teste. Autorizamos as OS a importar testes também", acrescenta o titular da Saúde municipal.

As afirmações do secretário foram feitas durante o início oficial da campanha de vacinação de crianças de 5 a 11 anos contra covid-19 no Hospital Cruz Verde, na zona sul de São Paulo. Nesta primeira etapa da imunização, a capital paulista dá prioridade para quem tenha alguma comorbidade, deficiência permanente (física, sensorial ou intelectual) ou indígenas aldeados e quilombolas.

Embora os casos tenham apresentado leve queda nos últimos dias, Aparecido afirma que ainda não é possível falar em estabilidade. Segundo ele, a média móvel da última semana estava em 5.881 casos. No fim de semana foram 3 mil, mas há subnotificação e atrasos. "Precisamos esperar mais alguns dias, talvez até quarta ou quinta-feira para confirmar se há estabilidade na transmissão", afirmou o secretário.

O comportamento do número de casos, em sua opinião, também vai influenciar na quantidade de testes necessários. "Se confirmarmos a média móvel dos últimos 15 dias que mostre um processo de estabilidade na transmissão na transmissão da ômicron, vamos precisar de uma quantidade menor de testes", completou Aparecido.

Estadão
Publicidade
Publicidade