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Pazuello contraria fala de Bolsonaro: "Pandemia não acabou"

"Vamos chegar próximo a uma normalidade quando nós tivermos a nossa vacina", afirmou o ministro

11 dez 2020 15h15
| atualizado às 15h17
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O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, afirmou nesta sexta-feira que a pandemia de covid-19 "não acabou" e destacou que o país só chegará próximo a uma normalidade quando houver uma vacina, em fala um dia após o presidente Jair Bolsonaro ter dito que o Brasil vive "o finalzinho da pandemia", mesmo em meio à crescente alta em números de casos e mortes pelo novo coronavírus.

Presidente Jair Bolsonaro e ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, durante cerimônia no Palácio do Planalto
08/12/2020 REUTERS/Ueslei Marcelino
Presidente Jair Bolsonaro e ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, durante cerimônia no Palácio do Planalto 08/12/2020 REUTERS/Ueslei Marcelino
Foto: Reuters

"A pandemia não acabou. Ela prossegue, vamos conviver com o coronavírus. Vamos chegar próximo a uma normalidade quando nós tivermos a nossa vacina, nós tivermos os antivirais que combatem efetivamente a doença", disse ele, em discurso após a inauguração de uma maternidade em Goiânia.

Na véspera, Bolsonaro afirmou na inauguração de uma ponte em Porto Alegre: "me permitam falar um pouco do governo, que ainda estamos vivendo o finalzinho de pandemia".

Na quinta, o Brasil registrou 53.347 novos casos de coronavírus, ultrapassando o patamar de 50 mil novos casos pelo terceiro dia consecutivo e atingindo um total de 6.781.799 infecções, informou o Ministério da Saúde.

Também foram registradas 770 novas mortes em decorrência da Covid-19, o que faz com que o total de óbitos no país alcance 179.765, acrescentou o ministério.

PLANO NACIONAL

No discurso, Pazuello defendeu que o governo federal está em entendimento com fabricantes de todas as vacinas e destacou que o plano de imunização é nacional.

Em meio à corrida pela vacina, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), desafeto do presidente Jair Bolsonaro, tenta emplacar a CoronaVac, candidata a vacina da chinesa Sinovac que está sendo testada pelo Instituto Butantan, como um dos imunizantes prioritários. Doria anunciou o início da vacinação em São Paulo para o dia 25 de janeiro.

"Se nós tivéssemos contratos, não vinculantes inicialmente, mas já contratos, memorandos de entendimentos com todas as fabricantes de vacina que se disponibilizaram (a distribuir) em nosso país. Isso está acontecendo. O nosso plano nacional de imunização é nacional, nenhum Estado da federação será tratado de forma diferente, nenhum brasileiro terá vantagem sobre outros brasileiros", disse.

O ministro afirmou que "a ansiedade faz parte", que ela foi criada pela própria situação do Covid-19, os riscos e a gravidade da contaminação.

"A nossa previsão, vindo diretamente do ministro, ela está diretamente ligada aos registros e autorizações da nossa Anvisa. Não há no mundo, até hoje, nenhuma vacina registrada", disse.

"O que nós estamos vendo na Inglaterra é autorização emergencial de uso, para grupos restritos e com assinatura de responsabilidade individual de forma muito grave", avaliou.

O titular da Saúde considerou ainda que a autorização emergencial para vacinação não é solução para o enfrentamento do Covid-19.

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