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Para OMS coronavírus é mais grave que ataque terrorista

Organização Mundial da Saúde voltou a alertar sobre os perigos da pandemia e afirmou que vai reunir comitê de emergência na quinta

29 abr 2020
14h07
atualizado às 14h16
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Ao alertar sobre os perigos do novo coronavírus, o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou nesta quarta-feira, 29, que o vírus é mais grave do que qualquer ataque terrorista e é capaz de trazer transtornos políticos, econômicos e sociais.

Diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, durante entrevista coletiva em Genebra
09/04/2020 REUTERS/Denis Balibouse
Diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, durante entrevista coletiva em Genebra 09/04/2020 REUTERS/Denis Balibouse
Foto: Reuters

"Mas a escolha é nossa, e a escolha deve ser a unidade em nível nacional. A escolha deve ser a solidariedade global, mantendo-se em unidade", afirmou Tedros. Ele anunciou ainda que a OMS reunirá nesta quinta os especialistas do comitê de emergência da entidade para analisar a evolução da pandemia, que já infectou mais de 3,1 milhões de pessoas e deixou mais de 218 mil mortos, segundo um levantamento em tempo real da Universidade Johns Hopkins.

Questionados sobre os efeitos da covid-19 em crianças, os especialistas da OMS afirmaram que houve casos isolados que apresentaram síndrome de Kawasaki, doença que causa inflamação na parede dos vasos sanguíneos e problemas cardíacos. "A ampla maioria das crianças no mundo não mostraram esses sintomas (graves)", disse Maria Van Kerkhove, epidemiologista diretora da área de doenças e zoonoses emergentes da OMS.

O diretor de emergências da OMS, Michael Ryan, afirmou que há chances de haver uma segunda onda da pandemia caso as medidas de confinamento sejam removidas muito rapidamente e não forem substituídas pela identificação, testagem das pessoas contaminadas, tratamento e engajamento das comunidades locais. "Será um novo normal", resumiu.

Maria Van Kerkhove, por sua vez, reiterou que a OMS nunca recomendou que os países testem toda a população, e sim o máximo possível de pessoas suspeitas de terem contraído a covid-19.

Ações

Na entrevista desta quarta, Tedros detalhou as ações da OMS desde a declaração de emergência sanitária internacional - há três meses. O líder da OMS citou que a entidade trabalhou com os países para ajudá-los a preparar a resposta para a pandemia, os colocou juntos para dividir experiências e lições aprendidas e trouxe milhares de especialistas para analisar as evidências e transformá-las em recomendações.

"Convocamos pesquisadores para identificar prioridades em todo o mundo, lançamos um grande estudo internacional para encontrar respostas rápidas sobre quais medicamentos são os mais eficazes e organizamos um consórcio de países e parceiros para acelerar o desenvolvimento e a distribuição equitativa de vacinas, diagnósticos e tratamentos", disse.

Também afirmou que a OMS enviou milhões de kits de testagem e toneladas de materiais de proteção para todo o mundo, focando nos países que precisam mais. Informou que a entidade treinou 2,3 milhões de profissionais da saúde e trabalhou com empresas de tecnologia para combater as informações falsas.

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Estadão
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