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Ômicron: risco de hospitalização é 40% menor, diz estudo

Pesquisa do Imperial College analisou 56 mil diagnósticos da nova variante e 269 mil da outra cepa do coronavírus

22 dez 2021 19h38
| atualizado às 20h46
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Pacientes com covid-19 infectados pela variante Ômicron têm menor risco de hospitalização do que os que contraíram a Delta, de acordo com pesquisa do Imperial College de Londres divulgada nesta quarta-feira, 22. A chance de internação com a nova cepa é entre 40% e 45% menor. A pesquisa analisou dados de casos confirmados por testes laboratoriais RT-PCR (o molecular, considerado mais preciso) na Inglaterra, entre 1º e 14 de dezembro. Foram 56 mil diagnósticos de Ômicron e 269 mil de Delta estudados.           

Cientistas ainda investigam se as vacinas em uso têm eficácia contra a Ômicron e se a nova versão do coronavírus causa quadros mais graves da doença. Embora haja indícios de que a cepa é mais contagiosa, porém não tão severa, a Organização Mundial da Saúde (OMS) tem alertado sobre os riscos de conclusões precipitadas sobre isso.

UTI de Covid em hospital de Nápoles, sul da Itália
UTI de Covid em hospital de Nápoles, sul da Itália
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

Os pesquisadores do Imperial College disseram que o risco dos pacientes com a nova linhagem terem de visitar o hospital é entre 20% e 25% menor do que os com a variante ainda dominante no mundo. Indivíduos que já foram infectados pelo coronavírus têm risco menor de serem hospitalizados com a Ômicron e de contraírem a cepa originalmente detectada na África do Sul. A chance é entre 50% e 60% menor, apontou o estudo de Londres.

Ao mesmo tempo, os cientistas descobriram que "o risco de hospitalização é semelhante para Ômicron e Delta em pessoas com teste positivo para infecção que já receberam ao menos duas doses da vacina", o que "reflete a redução da eficácia das vacinas contra a Ômicron em comparação à Delta", disse o Imperial College, em nota. "Porém, o risco de hospitalização em pessoas vacinadas continua sendo menor do que em não vacinadas."

"Nossa análise fornece evidências de uma redução moderada no risco de hospitalização associada à variante Ômicron", disse o epidemiologista Neil Ferguson, um dos autores do estudo. Ele acrescentou que, no entanto, "isso parece ser 'compensado' pela eficácia reduzida das vacinas contra a infecção" da nova linhagem.

A epidemiologista Azra Ghani afirmou que, mesmo que a redução da chance de internação seja tranquilizadora, o "risco de infecção continua a ser extremamente elevado". "Com a adição da dose de reforço, as vacinas continuam a oferecer a melhor proteção contra a infecção e a hospitalização", disse.

A pesquisa de Londres tem conclusões semelhantes às de um estudo sul-africano divulgado também nesta quarta. A pesquisa indicou que pacientes diagnosticados com a nova cepa na África do Sul, entre 1º de outubro e 30 de novembro, tiveram 80% menos probabilidade de parar no hospital do que as com outras variantes.

Outro trabalho, realizado pelas universidades escocesas de Edimburgo e Strathclyde, estima que o risco de hospitalização pode ser reduzido em até dois terços com a nova variante, se comparada com a Delta. Os pesquisadores destacam que dados sobre o efeito da Ômicron em pessoas com mais de 60 anos e não vacinados são limitados, porém, a doença parece ser mais grave para eles.

Para chegar aos dados preliminares, o estudo escoces analisou 23.840 casos prováveis ??de covid causados ??pela nova cepa. Do total, 15 pacientes foram hospitalizados, Com a Delta, a estimativa de internação indica que seriam 47./Com informações de EFE e Reuters

Estadão
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