Mortes por covid-19 caem no Estado de SP pela 1ª vez em 2022
Queda registrada foi de 11,1% entre as médias móveis de óbitos da última semana (de 13 a 19 de janeiro) e do período que a antecedeu (dos dias 6 a 12 do mesmo mês)
SÃO PAULO - As mortes por covid-19 caíram no Estado de São Paulo pela 1ª vez no ano de 2022, divulgou nesta quarta-feira, 23, o governo paulista. A queda registrada foi de 11,1% entre as médias móveis de óbitos da última semana (de 13 a 19 de janeiro) e do período que a antecedeu (dos dias 6 a 12 do mesmo mês).
"O avanço da vacinação foi o grande responsável para evitar que a variante Ômicron causasse uma mortalidade em grande escala em São Paulo", disse o governador João Doria (PSDB). "É importante, porém, alertar que, quem ainda não tomou a sua dose de reforço, faça isso", acrescentou. Atualmente, o Estado possui 81,72% da população com esquema vacinal completo. Enquanto isso, 91,84% do total receberam ao menos a primeira dose.
Recentemente, o Estado voltou a ter menos de 50% de ocupação das enfermarias voltadas ao tratamento da covid-19, segundo dados divulgados nesta segunda-feira, 21, pelo governo. A porcentagem caiu de 58% para 47%, enquanto a ocupação de UTIs caiu de 68% para 58% nos últimos sete dias. A queda ocorre após um pico causado pela variante Ômicron em dezembro e janeiro.
Há uma semana, foi divulgado que o governo iniciaria, a partir do último sábado, 19, a "Semana E", criada pela gestão paulista para fazer busca ativa de crianças de 5 a 11 em escolas e, com isso, tentar aumentar a cobertura vacinal. A ação se estende até a próxima sexta-feira, 25.
Como mostrou o Estadão, a desinformação e o estoque baixo têm travado a imunização de crianças no Brasil. O governo de São Paulo procura, em meio a isso, aumentar a cobertura vacinal desse público e, além disso, o engajamento dos adolescentes que estão nas escolas e que não completaram o esquema vacinal.
O governo de São Paulo confirmou ainda que prevê iniciar no dia 4 de abril a aplicação da 4ª dose da vacina contra a covid-19 em idosos sem comorbidades no Estado. Segundo o médico João Gabbardo, coordenador-executivo do comitê científico que assessora a gestão paulista, objetivo é começar com a imunização do público com mais de 90 anos e ir reduzindo, de forma sucessiva, as faixas etárias que receberão as vacinas, até chegar ao grupo de 60 anos.
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