Governo diz que aplicará 46 milhões de testes do coronavírus
Fundação Oswaldo Cruz informou que produzirá 11 milhões de testes moleculares para o Ministério da Saúde até setembro
A testagem em massa é considerada uma das medidas mais efetivas para identificar o avanço do vírus e criar estratégias de controle. Um dos países que adotaram esse modelo é a Coreia do Sul, apontada como exemplo de sucesso pela Organização Mundial da Saúde. O governo brasileiro, inicialmente, afastou a possibilidade de exames em larga escala, mas passou a prever esse modelo desde o final do mês passado.
Do total de testes que o governo pretende aplicar, 24,2 milhões são RT-PCR (biologia , do tipo mais preciso) e 22 milhões de testes rápidos (sorologia). Segundo o ministério, mais de 2 milhões de testes rápidos já foram distribuídos aos estados, todos doados pela Vale. Para conseguir cumprir a promessa, o ministério abriu edital de chamamento público para aquisição de mais 12 milhões de testes rápidos. As propostas devem ser enviadas à pasta até quarta-feira, dia 22.
Em relação aos testes de biologia molecular, o ministério diz ter enviado 524.296 mil unidades aos Laboratórios Centrais de Saúde Pública (LACENs) de todo o país. O quantitativo faz parte das aquisições já entregues ao Ministério da Saúde pela Fundação Oswaldo Cruz - Fiocruz (161.704), Instituto de Biologia Molecular do Paraná - IBMP (62.592) e doação da Petrobrás (300 mil).
O governo afirma ter comprado 10 milhões de testes RT-PCR da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS). "A previsão é que cerca de 500 mil testes comecem a chegar na semana próxima semana e, depois, cerca de 800 mil a cada semana", informou o Ministério da Saúde.
A Fiocruz informou que passará de uma produção de cerca de 60 mil testes no mês de março para 1,2 milhão de testes em abril e 2,4 milhões em maio. "De junho a setembro, serão produzidos 2 milhões de testes por mês, totalizando, desde o início do fornecimento, uma entrega de 11 milhões de testes moleculares ao Ministério da Saúde".
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