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Coronavírus

CPI marca oitiva de ex-secretária de Enfrentamento à Covid

Luana Araújo será ouvida pelos parlamentares que compõe a comissão nesta quarta-feira

1 jun 2021 - 11h01
(atualizado às 11h34)
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A então secretária Extraordinária de Enfrentamento à Covid-19, Luana Araújo e o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga
A então secretária Extraordinária de Enfrentamento à Covid-19, Luana Araújo e o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga
Foto: Marcello Casal Jr / Agência Brasil

O presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid, senador Omar Aziz (PSD-AM), marcou para esta quarta-feira, 2, o depoimento da médica infectologista Luana Araújo, ex-secretária extraordinária de Enfrentamento à Covid-19.

A data estava prevista antes para a audiência de especialistas a favor e contra o uso de medicamentos sem a eficácia comprovada para o tratamento da covid.

A mudança na pauta não agradou aos membros governistas do colegiado. O senador Marcos Rogério (DEM-RO), que já havia reclamado da convocação de autoridades para falar sobre a realização da Copa América no Brasil, dizendo que fatos que "vão acontecer" tornavam a CPI ilegal. Ele reclamou também da falta de "previsibilidade" nos trabalhos da comissão e das "reiteradas" mudanças de pauta.

Aziz rebateu Rogério afirmando que o entendimento da Mesa é de que não faz parte dos trabalhos da CPI a realização de Audiência Pública. Para Aziz, quem tem que discutir se a cloroquina é boa ou não é a ciência, e não a CPI.

Aziz se desculpou com os especialistas que tinham sido convidados a falar nesta quarta-feira, mas justificou que a decisão foi baseada no tempo. "Nós queremos terminar a CPI em 90 dias, nós não queremos prorrogar a CPI", afirmou. Aziz concluiu sua fala dizendo que "com certeza absoluta", a depoente de hoje, a médica oncologista Nise Yamaguchi, "dará um show defendendo a cloroquina aqui muito mais do que qualquer outro especialista", afirmou.

O presidente do colegiado aproveitou para comentar sobre as mudanças na pauta e as discussões que envolvem convocações. Segundo Aziz, na tentativa de ter "um bom relacionamento" com os membros da comissão, ele tem tentado apresentar a pauta das votações 48h antes, mas devido a dinâmica das investigações, ele não vê a necessidade de pautar requerimento de senadores dois dias antes para votar. "O erro não foi na quarta-feira passada a convocação de governadores, foi quando se apensou, lá atrás, o requerimento do senador Eduardo Girão que é muito claro em investigar" afirmou o Aziz dizendo que as reclamações referentes ao requerimentos deveriam ter sido feitas "lá atrás".

Fabio Wanjgarten

"Vamos reconvocar o senhor Fabio Wanjgarten à CPI da Covid. Percebemos que a comunicação do governo foi para promover a expansão do contágio e estamos colhendo os frutos mais fúnebres. Vivemos a 3ª onda por causa da sandice deste trabalho. Precisamos de mais esclarecimentos!"

A frase é senador e membro da CPI da Covid, Rogério Carvalho (PT-SE), em publicação no Twitter, sobre a reconvocação do ex-secretário de Comunicação da Presidência da República Fabio Wajngarten, à comissão. Carvalho apresentou o pedido à sessão desta terça-feira.

Veja também:

Na CPI da Covid, Pazuello faz ao menos dez alegações enganosas sobre cloroquina, testes e vacinas:
Estadão
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