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CPI da Covid avalia cancelar acareação entre Onyx e Miranda

Na avaliação do presidente da comissão, colocar o ministro e o deputado frente a frente não trará fatos novos que ajudem as investigações

16 ago 2021 15h20
| atualizado em 17/8/2021 às 16h09
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A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid avalia cancelar a acareação entre o ministro do Trabalho e Previdência, Onyx Lorenzoni, e o deputado Luís Miranda (DEM-DF). O grupo de senadores da oposição e independentes que representam a maioria da CPI vai se reunir na noite desta segunda-feira (16) e bater o martelo sobre o cancelamento.

Senadores em sessão da CPI da Covid.
Senadores em sessão da CPI da Covid.
Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado / Estadão Conteúdo

A acareação foi aprovada na semana passada pela CPI e está prevista para acontecer nesta semana. No entanto, na avaliação do presidente da comissão, senador Omar Aziz (PSD-AM), colocar Onyx e Miranda frente a frente na CPI não vai trazer nenhum fato novo que ajude as investigações, visto que as versões de ambos já são conhecidas.

O principal ponto de divergência entre o ministro e o deputado é sobre as notas fiscais internacionais (invoices) da negociação do governo brasileiro pela compra da vacina indiana. O deputado disse ter alertado o presidente Jair Bolsonaro, no dia 20 de março, sobre um esquema de corrupção envolvendo o contrato enviado pela Precisa Medicamentos, que intermediou a negociação, ao Ministério da Saúde.

Deputado Luís Miranda durante depoimento à CPI da Covid no Senado
25/06/2021 REUTERS/Adriano Machado
Deputado Luís Miranda durante depoimento à CPI da Covid no Senado 25/06/2021 REUTERS/Adriano Machado
Foto: Reuters

"O fato novo vai ser amanhã, o Alexandre", declarou Omar, em referência ao depoimento de Alexandre Marques, auditor do Tribunal de Contas da União (TCU) que produziu um documento que dizia haver supernotificação nos números oficiais de mortes por coronavírus. O documento, que não encontra respaldo no TCU e nem qualquer outra comprovação, foi usado pelo presidente Jair Bolsonaro para minimizar os efeitos da pandemia.

Estadão
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