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Brasil bate 2ª marca de novos casos e tem mais 1.252 mortes

2 jul 2020
18h54
atualizado às 21h39
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O Brasil registrou nesta quinta-feira o segundo maior número diário de casos de coronavírus desde o início da pandemia, com a contabilização de 48.105 novas infecções, cifra que eleva o total no país a 1.496.858, segundo o Ministério da Saúde e o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass).

A quantidade de novos casos fica abaixo somente dos quase 55 mil casos notificados em 19 de junho - quando o ministério afirmou que o alto número diário foi causado pela inclusão no sistema com atraso de casos do dia anterior em alguns Estados.

Paciente com coronavírus em hospital de campanha no Rio de Janeiro (RJ) 
02/07/2020
REUTERS/Ricardo Moraes
Paciente com coronavírus em hospital de campanha no Rio de Janeiro (RJ) 02/07/2020 REUTERS/Ricardo Moraes
Foto: Reuters

Em relação às mortes, foram registrados nesta quinta-feira 1.252 novos óbitos, fazendo com que o total atinja 61.884.

O Brasil é o segundo país do mundo com maior contagem de casos e mortes devido ao vírus, atrás apenas dos Estados Unidos, que possuem cerca de 2,7 milhões de infecções confirmadas e mais de 128 mil óbitos.

O Ministério da Saúde tem registrado avanço recente da doença pelas regiões Sul e Centro-Oeste, inicialmente menos afetadas pela doença, disseram autoridades da pasta na quarta-feira, acrescentando que mais de 90% dos municípios brasileiros já registraram casos de coronavírus.

Apesar de o país estar no pico da pandemia, muitos Estados e municípios já iniciaram processos de retomada econômica e flexibilização dos isolamentos -- incluindo São Paulo e Rio de Janeiro, os Estados mais afetados pela doença no Brasil.

São Paulo, segundo o ministério, atingiu 302.179 casos e 15.351 óbitos. O governo paulista estimou, em entrevista coletiva concedida por autoridades nesta quinta-feira, que o Estado pode chegar a 15 de julho com até 23 mil mortes e 470 mil casos de Covid-19.

O Rio de Janeiro, por sua vez, tem 116.823 infecções e 10.332 mortes, com um elevado índice de 60 óbitos para cada 100 mil habitantes -- ante 29 óbitos a nível nacional, se considerada a mesma proporção. Apenas Amazonas e Ceará, ambos com 69 mortes a cada 100 mil pessoas, têm taxas maiores.

Ainda assim, a capital fluminense levou em conta uma redução recente nos óbitos e se adiantou no processo de reabertura, autorizando a partir desta quinta-feira que os cariocas voltem a frequentar academias, bares e restaurantes. A decisão foi considerada precipitada por especialistas.

"Estudos mostram que enquanto não tivermos a vacina e se a prevalência está baixa, ao fazermos uma reabertura deixamos a cidade, Estado ou país suscetível a uma segunda onda (de infecções)... É temerária qualquer abertura que não olhe para a prevalência da doença", disse à Reuters o infectologista Miguel Haddad.

Ceará (115.524 casos e 6.284 mortes) e Pará (108.067) infecções, 5.004 óbitos) completam o grupo de Estados brasileiros que ultrapassaram a marca de 100 mil casos.

O Brasil, ainda de acordo com o ministério, possui 852.816 pacientes recuperados da Covid-19 e 582.158 em acompanhamento.

A taxa de letalidade da doença no país é de 4,1%.

Os dados foram atualizados às 18h desta quinta-feira.

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