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Contrato revela Eduardo como produtor do filme de Bolsonaro e responsável por captar recursos

Documento assinado digitalmente pelo parlamentar detalha funções de produção-executiva e dispara nova linha de apuração no Supremo Tribunal Federal

15 mai 2026 - 20h00
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O deputado cassado Eduardo Bolsonaro foi produtor-executivo do filme "Dark Horse", que narra a história do ex-presidente Jair Bolsonaro. De acordo com o documento revelado pelo portal Intercept Brasil e confirmado pela TV Globo, o parlamentar tinha entre suas atribuições legais a captação de recursos financeiros e a atração de patrocinadores para o projeto. A revelação insere o deputado diretamente no centro do escândalo envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Vorcaro, atualmente preso pela Polícia Federal em Brasília sob a acusação de chefiar um esquema de fraudes financeiras de R$ 12 bilhões, injetou R$ 61 milhões na produção após ser pressionado pelo senador Flávio Bolsonaro.

Eduardo Bolsonaro
Eduardo Bolsonaro
Foto: Marcelo Camargo/Arquivo/Agência Brasil / Perfil Brasil

A Polícia Federal abriu uma linha de investigação específica para mapear o caminho desse dinheiro. Conforme apurado pelo blog da jornalista Andreia Sadi, os investigadores buscam esclarecer se os R$ 61 milhões foram efetivamente aplicados na produção cinematográfica ou se o projeto funcionou como fachada jurídica para transferir divisas internacionais e custear as despesas pessoais de Eduardo Bolsonaro em território americano. O parlamentar reside nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025 e não retornou ao Brasil desde então. O contrato de produção foi assinado digitalmente em 30 de janeiro de 2024 e traz também o deputado federal Mário Frias como coprodutor-executivo, atuando ao lado da produtora norte-americana GoUp Entertainment.

Paralelamente, o caso disparou uma ofensiva jurídica no Supremo Tribunal Federal (STF). O ministro Flávio Dino determinou nesta sexta-feira (15) a abertura de uma apuração preliminar para investigar supostos desvios de emendas parlamentares direcionadas a entidades ligadas aos sócios da GoUp, incluindo o Instituto Conhecer Brasil, presidido por Karina Ferreira da Gama. A corte tenta intimar Mário Frias há mais de um mês para que ele preste esclarecimentos sobre a execução dessas verbas públicas. Em nota oficial, o Instituto Conhecer Brasil assegurou que todas as suas ações seguem estritamente os trâmites legais, com auditoria e prestação de contas regulares.

Eduardo Bolsonaro utilizou suas redes sociais para negar o teor das acusações e contestar o documento. O deputado cassado afirmou que realizou apenas um investimento inicial de US$ 50 mil e que o montante já foi devolvido sem passar pelos fundos vinculados ao dono do Banco Master. Ele alegou ainda que suas restrições migratórias nos Estados Unidos o impediriam de receber repasses daquela natureza. "Recebi de volta o dinheiro investido, referente ao contrato com a produtora, mas essa transação não passou pelo fundo de investimento. A afirmação de que Eduardo Bolsonaro é financiado por Daniel Vorcaro é falsa", declarou o político em vídeo informativo.

Perfil Brasil
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