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Contador ligado ao filho de Lula é alvo de operação que investiga esquema do PCC

Ministério Público de São Paulo aponta envolvimento de João Muniz Leite, ex-contador de empresas do filho de Lula, em possível esquema de lavagem de dinheiro associado à facção criminosa

25 set 2025 - 16h16
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João Muniz Leite, contador que já prestou serviços ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como "Lulinha", foi alvo de uma operação do Ministério Público de São Paulo nesta quinta-feira, 25. A investigação mira uma rede de postos de combustíveis suspeita de integrar um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

Lula e Lulinha (Reprodução/Divulgação)
Lula e Lulinha (Reprodução/Divulgação)
Foto: Contigo

Agentes do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e da Polícia Militar cumpriram mandados de busca e apreensão na casa e no escritório de Leite, ambos localizados no bairro de Pinheiros, na zona oeste da capital paulista. O prédio onde foram realizadas as buscas é o mesmo onde, até pouco tempo atrás, funcionavam empresas ligadas ao filho do presidente. Leite se afastou do grupo de "Lulinha" em 2022, após ser citado em outra investigação — a Operação Fim da Linha — que já apurava conexões entre o PCC e o setor de transporte público.

De acordo com os promotores, Leite é suspeito de ter atuado como contador de Flávio Silvério Siqueira, conhecido como "Flavinho", apontado como um dos principais operadores financeiros do grupo criminoso. O Gaeco afirma que ele contribuiu para a ocultação do crescimento patrimonial de integrantes do esquema, inclusive elaborando declarações de Imposto de Renda que usavam nomes de terceiros e empresas fictícias para disfarçar a origem do dinheiro. Os promotores descrevem sua atuação como essencial para o planejamento da lavagem de dinheiro da organização criminosa.

Além de Flávio, Leite também teria prestado serviços a outros suspeitos de envolvimento no esquema, como Adriana Siqueira de Oliveira e Eduardo Silvério. A participação do contador, segundo os investigadores, não se limitava à contabilidade formal, mas envolvia estratégias para burlar o rastreamento das movimentações financeiras do grupo.

Essa não é a primeira vez que João Muniz Leite aparece em investigações desse tipo. Ele já havia sido citado por sua suposta ligação com Anselmo Becheli Santa Fausta, o "Cara Preta", um dos líderes do PCC assassinado em 2021. Durante o período em que teria trabalhado para ele, Leite e sua esposa foram premiados na loteria 55 vezes — uma anomalia que levantou suspeitas sobre possíveis mecanismos de lavagem de dinheiro. Ao depor à polícia, Leite afirmou que conheceu "Cara Preta" por meio de Vinícius Gritzbach, um delator do PCC que foi morto no ano passado. Ele negou saber que se tratava de um criminoso e declarou que apenas prestava serviços contábeis.

Até o momento, João Muniz Leite não se pronunciou oficialmente sobre as acusações. O espaço segue aberto para manifestação da sua defesa.

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