Script = https://s1.trrsf.com/update-1781718913/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE
Publicidade

Conselho dos Correios aprova contratação de empréstimo de R$ 20 Bilhões para reestruturação

Conforme informações da administração da estatal, a expectativa é de que a liberação do valor seja realizada em etapas. A primeira parte, equivalente a R$ 10 bilhões, tem previsão de desembolso ainda no exercício de 2025

29 nov 2025 - 16h54
(atualizado às 19h00)
Compartilhar
Exibir comentários

O Conselho de Administração da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, conhecida como Correios, concedeu aprovação na sexta-feira (28) para a contratação de uma operação de crédito no valor de R$ 20 bilhões. Este montante faz parte do plano de reestruturação abrangente que a estatal está implementando para sanar uma grave crise financeira. A formalização do empréstimo está condicionada à aprovação da Secretaria do Tesouro Nacional, órgão subordinado ao Ministério da Fazenda, e deverá contar com a garantia do Tesouro Nacional.

A estatal brasileira enfrenta um período de dificuldade financeira, com um registro de prejuízos sucessivos
A estatal brasileira enfrenta um período de dificuldade financeira, com um registro de prejuízos sucessivos
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil / Perfil Brasil

Conforme informações da administração da estatal, a expectativa é de que a liberação do valor seja realizada em etapas. A primeira parte, equivalente a R$ 10 bilhões, tem previsão de desembolso ainda no exercício de 2025. A metade restante do valor contratado, totalizando R$ 10 bilhões, está programada para ser liberada em 2026, dividida em duas parcelas iguais de R$ 5 bilhões cada.

A intenção de buscar a contratação de empréstimo foi comunicada pela direção dos Correios no mês de outubro deste ano. Naquela ocasião, a cúpula da empresa informou que a medida era considerada essencial para a recuperação de caixa e para recolocar as contas da companhia em uma trajetória financeira considerada positiva.

Esta operação de crédito é um componente chave do plano de reestruturação dos Correios, que foi aprovado na semana imediatamente anterior à decisão do Conselho. O plano contempla uma série de medidas estruturais, incluindo a implementação de um novo programa de demissão voluntária, o encerramento das atividades de mil agências e a venda de imóveis pertencentes à companhia.

A estatal brasileira enfrenta um período de dificuldade financeira, com um registro de prejuízos sucessivos. O rombo acumulado nas contas da empresa até o final de setembro deste ano atingiu a cifra de R$ 6 bilhões. A projeção atual da companhia indica que o prejuízo registrado ao final de 2025 deverá ser o maior em sua história, superando os números negativos do ano anterior. Em um comunicado interno divulgado na semana passada, a estimativa do prejuízo para 2025 alcançou R$ 10 bilhões, um valor significativamente superior aos R$ 7 bilhões registrados no balanço de 2024. No mesmo documento, os Correios classificaram a operação de empréstimo como "indispensável para a transição estrutural" da companhia.

O presidente dos Correios, Emmanoel Rondon, ao apresentar o plano de reestruturação em outubro, destacou que os desafios financeiros estavam impactando negativamente diversas áreas da operação da empresa, incluindo a capacidade de honrar o pagamento a fornecedores. Em sua declaração, o executivo afirmou: "Nos últimos anos, o que vem acontecendo com a empresa, e isso vem de forma crescente é que, a perda de market share, a perda de competitividade, vem fazendo com que a gente tem a perda de receita. Essa perda de receita impacta o caixa e ao impactar o caixa... a gente vem afetando a operação que potencializa esse ciclo negativo".

Emmanoel Rondon também esclareceu que, além do objetivo principal de recompor o caixa, o empréstimo será utilizado para financiar ajustes de natureza fiscal e operacional. Ele detalhou o cronograma de recuperação: "O que a gente está negociando de operação é para ter reequilíbrio da empresa em 2025 e 2026, ter tempo de adotar as medidas que começam a impactar em 2026, para em 2027 a gente conseguir iniciar um ciclo de balanço em azul. Então a ideia é que em 2027 a empresa já esteja reequilibrada. Lucro em 2027".

A apuração de veículos de imprensa indica que a taxa de juros negociada para o empréstimo deve ser superior a 120% do Certificado de Depósito Interbancário (CDI). Membros do governo teriam avaliado que essa taxa é considerada alta, mesmo para operações que possuem a garantia do Tesouro.

A companhia, em um comunicado oficial divulgado na tarde deste sábado (29), não confirmou os detalhes da operação, incluindo as condições financeiras. "As condições financeiras da operação ainda estão sendo tratadas junto às instituições envolvidas e, por ora, não podem ser detalhadas", declarou a empresa.

Perfil Brasil
Compartilhar

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Publicidade
Meu Terra