Conheça o 'Mark Zuckerberg brasileiro': com só 26 anos, jovem é o novo bilionário da tecnologia
Apelidado de Mark Zuckerber brasileiro, Mateus Costa-Ribeiro tem apenas 26 anos e uma curta, porém muito bem sucedida, carreira na área da tecnologia.
Apelidado de Mark Zuckerber brasileiro, Mateus Costa-Ribeiro tem apenas 26 anos e uma curta, porém muito bem sucedida, carreira na área da tecnologia.
O jovem, formado em direito pela Universidade de Brasília (UnB), é um dos fundadores da Enter, uma startup especializada em inteligência artificial no ramo jurídico. Atualmente a empresa é avaliada em US$ 1,2 bilhão, o que equivale a R$ 6,1 bilhões.
"Pela primeira vez, uma empresa brasileira de IA superou uma avaliação de 1 bilhão de dólares e se tornou um unicórnio. Anunciamos também que a Enter levantou um investimento de US$ 100 milhões para construir a empresa líder em IA na América Latina", escreveu o advogado em sua conta no Linkedin recentemente.
Considerada uma startup unicórnio, que é quando uma empresa de base tecnológica atinge uma avaliação de mercado de pelo menos US$ 1 bilhão sem estar listada na bolsa de valores, a Enter atua no ramo cível e trabalhista, automatizando ciclos de ações judiciais, desde negociar acordos até redigir peças processuais. Neste caso com o auxílio da inteligência artificial.
O empreendimento processa anualmente cerca de 300 mil ações judiciais tendo como clientes grandes marcas como Nubank, Bradesco, Latam Airlines, Airbnb, Azul, Mercado Livre e mais 40 marcas.
Quem é Matheus Costa-Rieiro
Nascido em Brasília, Distrito Federal, Mateus Costa-Ribeiro brilhou no direito. Entrou na UnB aos 14 anos e se graduou aos 18. Foi o advogado mais jovem a fazer uma sustentação oral diante do Supremo Tribunal Federal (STF).
Em 2019 ele fez mestrado na Harvard Law School. Quando completou 21 anos, foi admitido na Ordem dos Advogados de Nova York, o que o conferiu um perfil no "The Wall Street Journal". Depois disso, voltou ao Brasil e trabalhou por um ano na Quansa, uma "fintech".
"Tomei a decisão mais importante da minha vida: pedi demissão de um dos principais escritórios de advocacia de Nova Iorque pra trabalhar com tecnologia. Meus pais me ligaram um dia antes e me disseram que eu me arrependeria pra sempre daquela decisão. Afinal, eu tinha dedicado boa parte do meu mestrado na Harvard Law School pra conseguir aquela vaga e meu novo salário seria menos de 1/6 do anterior", disse no LinkedIn.
Depois disso, voltou aos EUA para um MBA com bolsa integral na Universidade Stanford, na Califórnia. A intenção de abrir uma empresa, no entanto, o levou a interromper o MBA. Então, o jovem fundou em setembro de 2023 a Enter AI.
Para garantir recursos no negócio, Matheus procurou investidores para decolar a ideia. Foi então que Henrique Vaz, diretor de marketing da Wildlife, unicórnio brasileiro de jogos eletrônicos, e Michael Mac-Vicar, cofundador e diretor de tecnologia da mesma companhia, se interessaram tanto que, após fazerem aportes, acabaram entrando na sociedade como fundadores.
No final de 2025, o Founders Fund, do bilionário Peter Thiel, investiu US$ 35 milhões no negócio, acompanhado da Sequoia. O investimento atribuiu à Enter AI um valor de R$ 1,9 bilhão. O Founders Fund não investia no país há 12 anos.
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