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5 polêmicas da Assembleia de SP no primeiro mês de mandato

PSL, partido do presidente Jair Bolsonaro, esteve no centro de quase todos os episódios

16 abr 2019
10h11
atualizado às 10h26
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A nova legislatura da Assembleia Legislativa de São Paulo completou um mês na última segunda-feira, 15, em meio a polêmicas que começaram já no dia da posse. Dono da maior bancada da Casa, o PSL, partido do presidente Jair Bolsonaro, esteve no centro de quase todos os episódios controversos. A sigla não tinha representação na Alesp até então. Confira cinco momentos polêmicos que ocorreram no primeiro mês da Assembleia:

A fachada da Alesp, em São Paulo
A fachada da Alesp, em São Paulo
Foto: Marcia Yamamoto / Alesp

PSL contra a reeleição de Cauê Macris

A nova legislatura da Alesp começou com polêmica no dia da posse, com o deputado Gil Diniz (PSL) entrando na justiça contra a reeleição de Cauê Macris (PSDB) - na época, já favorito para o cargo de presidente da Casa. A alegação do deputado era de que a Constituição Estadual veda "a recondução para o mesmo cargo na eleição imediatamente subsequente". O pedido liminar foi rejeitado pelo desembargador Antonio Celso Aguilar Cortez, do Órgão Especial do TJ-SP.

CPI da Dersa

Ainda no dia da posse, deputados estaduais do PT e do PSL começaram a coletar assinaturas para a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investigaria a Dersa e seu ex-diretor, Paulo Vieira de Souza, apontado como operador da Odebrecht e do PSDB. Na semana seguinte, assessores de parlamentares aliados ao governador João Doria (PSDB) fizeram fila para protocolar pedidos de aberturas de outras Comissões. A intenção era impedir que a CPI contra a estatal e Paulo Vieira não fosse aberta, já que apenas cinco Comissões podem funcionar simultaneamente. No dia 27 de março, o presidente da Alesp, Cauê Macris, criou as cinco primeiras CPIs da nova legislatura, deixando de fora a investigação sobre a Dersa.

Danilo Balas e a discussão sobre o porte de armas no plenário

Também no primeiro dia da nova legislatura, outro acontecimento foi motivo de discussão entre os parlamentares. O deputado e agente da Polícia Federal Danilo Balas (PSL) foi visto armado durante a eleição da Mesa Diretora. A deputada Mônica da Bancada Ativista (PSOL), que se disse constrangida com o episódio, apresentou um projeto de resolução para proibir o porte de armas no plenário. A proposta teve adesão de deputados dos mais variados partidos.

Discurso transfóbico de Douglas Garcia contra Érica Malunguinho

Em sessão plenária na Alesp, o deputado Douglas Garcia (PSL) afirmou que tiraria a tapa um transexual (nas palavras dele, um "homem que se sente mulher") que estivesse no mesmo banheiro que sua mãe ou irmã. A declaração foi feita após um discurso da deputada Érica Malunguinho (PSOL), primeira transgênera eleita na Assembleia de São Paulo, em que ela criticava o projeto de lei que proibia a participação de atletas trans em esportes femininos. No dia seguinte, o deputado do PSL disse em vídeo publicado em suas redes sociais que é gay. A revelação ocorreu no mesmo dia em que o PSOL protocolou um pedido de cassação do mandato de Garcia por quebra de decoro parlamentar pela fala sobre a deputada Érica Malunguinho.

Exibição de filme sobre 64 e homenagem a torturadores

Uma sessão do filme 1964, o Brasil entre armas e livros acabou em saudação e homenagem a dois símbolos da repressão e tortura da ditadura militar: coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra e Sérgio Paranhos Fleury. A exibição do filme - que trata o golpe de 1964 como necessário para barrar o comunismo - ocorreu no plenário Paulo Kobayashi, da Assembleia Legislativa de São Paulo. Os deputados estaduais Douglas Garcia (PSL) e Castello Branco (PSL) estavam presentes. Na semana seguinte à sessão, um grupo de deputados desinfetaram a sala com inseticidas, em ato simbólico contra a exibição e a homenagem.

 

Estadão
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