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Como a nova economia pode promover a inclusão dos "noholders"

Discutido globalmente, o termo refere-se ao contingente de pessoas que possuem trabalhos informais e têm baixa renda

5 jul 2022 - 12h49
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A nova economia, ou a nova lógica de mercado que deixa de se concentrar em produtos para priorizar serviços e experiências, tem sido globalmente confrontada pela necessidade de inclusão de um contingente de invisíveis do ponto de vista econômico e, portanto, excluídos desse movimento, os chamados "noholders". 

Foto: DINO / DINO

Só no Brasil, de acordo com dados da FGV Social, mais de 27 milhões de pessoas estavam na pobreza em 2021, o que significa que 13% da população vivia com até R$ 290 por mês. Segundo levantamento recente do IBGE, a taxa de desemprego no primeiro trimestre deste ano ficou em 11,1%. Levando em conta a população ocupada, o índice de informalidade chegou a 40,1%. Na América Latina, estima-se que o número de pessoas em extrema pobreza no ano passado atingiu a marca de 86 milhões, conforme aponta o Panorama Social da América Latina, elaborado pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL).

Desta forma, cresce a necessidade de pensar maneiras sustentáveis de transformar os "noholders" em stakeholders (parte relacionada). Na visão de Elias Sfeir, presidente da Associação Nacional dos Bureaus de Crédito (ANBC), esse é o único caminho capaz de permitir que essas pessoas tenham acesso a todos os benefícios econômicos e sociais da nova economia, dado o nível de desigualdade e de excluídos da plena cidadania na América Latina. E para o executivo, experiências do mercado de crédito podem auxiliar nesse processo, como é o caso do Cadastro Positivo.

"Estudo da ANBC apontou que a entrada do setor de telecomunicações no Cadastro Positivo permitiu a inclusão financeira de mais de 12,5 milhões de consumidores e empresas, ou seja, potenciais tomadores de crédito que eram invisíveis para as instituições financeiras. Esse resultado só foi possível com o alinhamento entre legislação, agências reguladoras e associações setoriais, além da consciência do setor privado do benefício socioeconômico aos clientes e comunidades em que operam, e dos birôs de crédito, que investem na oferta de soluções para a análise de crédito", detalha.

Segundo Sfeir, com base nesse modelo, é possível mover os excluídos para a condição de participantes ativos na economia por meio de algumas ações que reúnam setor privado, governo e sociedade. "É preciso que as empresas se conscientizem de que esse tipo de iniciativa é boa para a imagem da companhia, tendo impactos positivos em seus resultados", afirma. 

"Já os governos, ao manter sua regulação alinhada ao mercado, proporcionam segurança jurídica e bem-estar social, diminuindo os custos do Estado com programas assistenciais, enquanto a sociedade ganha com a chegada de novos agentes que passam a exercer seus direitos de cidadãos, o que promove a evolução educacional e econômica como um todo, aprimorando as ações para a equidade social. Mais do que incluir os 'noholders', essas medidas tendem a maximizar os resultados da nova economia, o que irá beneficiar a todos a longo prazo", finaliza o presidente da ANBC. 


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