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Com voto contra de Fux, STF mantém tornozeleira em Bolsonaro

22 jul 2025 - 09h38
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Primeira Turma do Supremo votou, por 4 votos a 1, a favor das medidas cautelares determinadas por Alexandre de Moraes a Jair Bolsonaro, que incluem recolhimento domiciliar e proibição de uso de redes sociais.A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) manteve na noite de segunda-feira (21/07) a decisão do ministro Alexandre de Moraes que determinou o uso de tornozeleira eletrônica e outras medidas cautelares contra o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Bolsonaro está proibido de se aproximar de embaixadas, consulados, falar com autoridades de outros países, usar redes sociais, entre outras medidas cautelares
Bolsonaro está proibido de se aproximar de embaixadas, consulados, falar com autoridades de outros países, usar redes sociais, entre outras medidas cautelares
Foto: DW / Deutsche Welle

Entre os cinco ministros do colegiado, Luiz Fux foi o último a votar e o único a divergir. Os demais magistrados acompanharam o voto do relator: Flávio Dino, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia.

O caso foi levado para a Primeira Turma, em julgamento virtual, após a operação de busca e apreensão da Polícia Federal (PF) na residência do Jair Bolsonaro e na sede do Partido Liberal, na última sexta-feira (18/07), em Brasília - parte da investigação sobre tentativa de golpe de Estado.

A PF apontou que o ex-presidente e o seu filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro, atuam junto ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para incentivar medidas contra o governo brasileiro e contra ministros do Supremo.

Em decisão individual, Moraes ordenou na sexta medidas cautelares que incluem, além da tornozeleira: recolhimento domiciliar no período da noite, e em tempo integral nos fins de semana e feriados; proibição de contato com embaixadores e autoridades estrangeiras; proibição de se aproximar de sedes de embaixadas e consulados; proibição de se comunicar com outros réus e investiados; proibição de acesso a redes sociais.

Segundo Moraes, ficaram caracterizados os crimes de coação no curso do processo, obstrução à Justiça e atentado à soberania nacional.

Fux argumentou que a PF e a Procuradoria-geral da República (PGR) não apresentaram novas provas de "qualquer tentativa de fuga empreendida ou planejada pelo ex-presidente" e que, portanto, "não se vislumbra nesse momento a necessidade, em concreto, das medidas cautelares impostas".

Na segunda-feira, Moraes reforçou ainda a proibição de uso de redes sociais por Bolsonaro, diante da publicação feita pelo réu de entrevistas concedidas nos últimos dias à imprensa.

sf (Agência Brasil, ots)

Deutsche Welle A Deutsche Welle é a emissora internacional da Alemanha e produz jornalismo independente em 30 idiomas.
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