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Governo reúne ministros para negociar extradição de Battisti

Governo brasileiro negocia com a Bolívia como cumprir a extradição e entregar Battisti às autoridades italianas

13 jan 2019
11h17
atualizado às 11h29
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BRASÍLIA — Os ministros da Justiça, Sergio Moro, e das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, chegaram na manhã deste domingo, 13, no Palácio da Alvorada para se reunir com o presidente Jair Bolsonaro, após a detenção pela Interpol, na Bolívia, do italiano foragido do País Cesare Battisti - ele tem mandado de extradição a pedido da Itália.

Presidente da República eleito, Jair Bolsonaro (PSL), e o juiz Sérgio Moro (d), futuro ministro da Justiça do governo Bolsonaro, em encontro com o presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), João Otávio de Noronha, nesta quarta-feira, 07, no STJ, em Brasília (07/11/2018)
Presidente da República eleito, Jair Bolsonaro (PSL), e o juiz Sérgio Moro (d), futuro ministro da Justiça do governo Bolsonaro, em encontro com o presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), João Otávio de Noronha, nesta quarta-feira, 07, no STJ, em Brasília (07/11/2018)
Foto: DIDA SAMPAIO / Estadão Conteúdo

O governo brasileiro negocia com a Bolívia como cumprir a extradição e entregar Battisti às autoridades italianas. É possível, porém, que Battisti seja levado pela Interpol direto da Bolívia para a Itália.

"Diante da detenção de Cesare Battisti pela Interpol, em Santa Cruz de la Sierra, Bolívia, o Ministério da Justiça e Segurança Pública e o Ministério das Relações Exteriores estão tomando todas as providências necessárias, em cooperação com o governo da Bolívia e com o governo da Itália, para cumprir a extradição de Battisti e entregá-lo às autoridades italianas", afirmou o governo Jair Bolsonaro, em nota conjunta dos ministérios.

Condenado na Itália à prisão perpétua por assassinatos nos que ele nega participação, Battisti havia ganhado o direito de permanecer no Brasil no governo Luiz Inácio Lula da Silva. O ex-presidente Michel Temer, no fim do mandato, decidira revogar o refúgio e extraditar o italiano, que era militante de extrema esquerda. O Supremo Tribunal Federal determinou a prisão dele em dezembro do ano passado, mas a Polícia Federal não conseguiu evitar a fuga.

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Estadão
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