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Cola óssea que cura fraturas em 3 minutos? conheça a inovação vinda da China

Essa é a promessa da nova cola óssea desenvolvida por cientistas da China, uma inovação que pode transformar radicalmente o tratamento de fraturas no mundo todo.

29 set 2025 - 16h24
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Imagine quebrar um osso e, em vez de enfrentar uma cirurgia complexa com placas e parafusos, resolver o problema em apenas três minutos — com o uso de uma substância biológica. Essa é a promessa da nova cola óssea desenvolvida por cientistas da China, uma inovação que pode transformar radicalmente o tratamento de fraturas no mundo todo.

Foto Ilustração osso humano sendo colado
Foto Ilustração osso humano sendo colado
Foto: Divulgação/IA / Portal de Prefeitura

A tecnologia foi criada por uma equipe da Universidade de Zhejiang, em parceria com o Hospital Sir Run Run Shaw, ambos na China. Batizada de Bone-02, a substância é uma cola óssea de alta aderência, capaz de unir fragmentos ósseos mesmo em condições desafiadoras, como em ambientes com sangue. De acordo com os pesquisadores, o tempo de fixação é surpreendente: cerca de 3 minutos.

Mais de 150 pacientes já foram tratados com a cola óssea durante testes clínicos iniciais, com resultados considerados positivos. A Bone-02 mostrou-se eficaz em fraturas de menor complexidade, como punho e tornozelo, mas também demonstrou potencial para áreas mais delicadas, como crânio e coluna, que exigem procedimentos cirúrgicos mais invasivos.

Além da rapidez, a cola óssea apresenta outra grande vantagem: ela é biodegradável. Isso significa que o material é absorvido pelo organismo com o tempo, acompanhando o processo natural de regeneração óssea. Com isso, elimina-se a necessidade de uma segunda cirurgia para retirada de implantes, como ocorre com parafusos ou placas metálicas.

A cola óssea também representa um avanço importante em termos de humanização do tratamento. Com um procedimento menos invasivo, pacientes têm menor tempo de internação, recuperação mais rápida e risco reduzido de infecções hospitalares. Médicos e ortopedistas de diversos países já demonstraram interesse na tecnologia, que ainda aguarda aprovação internacional para uso em larga escala.

Apesar do otimismo, os especialistas ressaltam que a Bone-02 ainda está em fase de testes e que ainda não foi aprovada por agências reguladoras como a FDA (EUA) ou a Anvisa (Brasil). No entanto, a expectativa é que, nos próximos anos, a cola óssea esteja disponível como uma alternativa segura e acessível, principalmente em sistemas de saúde pública.

O projeto é liderado pelo pesquisador Lu Gaoxing, um dos mais respeitados nomes da bioengenharia chinesa. Ele e sua equipe têm se dedicado ao desenvolvimento de biomateriais avançados há mais de uma década, e a cola óssea é considerada seu trabalho mais promissor até agora.

Com essa inovação, a ciência dá mais um passo rumo ao futuro da medicina regenerativa — e milhões de pacientes ao redor do mundo podem, em breve, dizer adeus às longas recuperações de fraturas.

Portal de Prefeitura
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