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Milão proíbe tráfego até quarta-feira para conter poluição

28 dez 2015
09h41 atualizado às 10h33
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09h41 atualizado às 10h33
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Foto: EFE

A cidade de Milão proibiu o tráfego de automóveis de hoje até quarta para tentar reduzir os altos níveis de poluição, enquanto outras cidades do país optaram por medidas como potencializar o uso do transporte público.

A Prefeitura informou que o tráfego está proibido desde as 10h (7h, em Brasília) até as 16h (13h, em Brasília), com exceção do serviço de táxi e dos carros compartilhados.

Além disso, os veículos do transporte público não poderão superar os 30 km/h.

Esta medida foi aplicada também em outros 11 municípios da região da Lombardia e seu presidente, Roberto Maroni, convocou para esta segunda-feira uma reunião destinada a coordenar com os prefeitos uma ação conjunta que diminua a poluição.

Milão, uma das cidades mais industrializadas do país, superou durante 97 dias do ano os valores permitidos de partículas em suspensão PM10, enquanto o máximo previsto pela legislação local é de 35 dias por ano.

Outras cidades italianas que fecharam seu centro urbano à circulação foram Pavia, no norte, e Frosinone, próxima à capital italiana.

Roma voltou hoje a proibir o tráfego de carros com placas ímpares enquanto amanhã deverão permanecer estacionados os com placas pares.

Além disso, Roma pretende reduzir a circulação facilitando o uso do transporte público e, deste modo, o bilhete para todo o dia custará um euro e meio, o que custa normalmente para 100 minutos.

Esta medida foi implementada também na setentrional Turim.

A poluição se transformou em um caso político já que diferentes partidos políticos criticaram as Prefeituras e o governo pelos altos níveis de poluição registrados nas últimas semanas, assim como por estas medidas e pelos prejuízos que supõem para o deslocamento dos cidadãos.

O secretário federal da xenófoba Liga Norte, Matteo Salvini, disse que a limitação do trânsito "não serve para nada" porque "contribui como muito para 20% da poluição total".

O líder do Movimento Cinco Estrelas, Beppe Grillo, culpou o governo por esta situação e por seu "política industrial própria do século XIX" que, na sua opinião, "envenena" os cidadãos.

EFE   
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