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Sustentabilidade

Estudo aponta que Grande Barreira de Corais vale US$ 42 bi

iStock
26 jun 2017
08h54
atualizado às 09h20
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O valor econômico da Grande Barreira de Corais da Austrália é de aproximadamente US$ 42,3 bilhões e ela é responsável por 64 mil postos de trabalho, o que a transforma em um bem muito importante para ser perdido, aponta um estudo publicado nesta segunda-feira.

"Este relatório apresenta uma clara conclusão: a Grande Barreira de Corais, como ecossistema, como motor econômico e como tesouro mundial, é muito importante para desaparecer", destacou o diretor da Fundação da Grande Barreira de Corais, Steve Sargent, no citado documento.

A fundação encarregou o trabalho à empresa britânica Deloitte e esta, além de avaliar o valor econômico, fez uma pesquisa com 1,5 mil pessoas, na Austrália e em outros países, que revelou que dois de cada três entrevistados pagariam para proteger este patrimônio da humanidade.

"Com um valor de US$ 42 bilhões, a Grande Barreira vale o equivalente a 12 Casas da Ópera de Sydney (...) O estudo também confirma que nenhum outro ativo natural australiano contribui tanto, em termos de marca e valor icônico, à marca 'Australia", apontou Sargent.

Dos US$ 42 bilhões calculados como valor econômico, o turismo contribui com US$ 21,9 bilhões.

A Grande Barreira de Corais contribuiu à economia australiana com US$ 4,8 bilhões no exercício fiscal 2015-16, além de ser responsável por 64 mil postos de trabalho, dos quais 33 mil estão em Queensland, estado situado no nordeste de Austrália e que abriga a Grande Barreira, segundo o trabalho.

O autor do relatório, John O'Mahony, da Deloitte, indicou no documento que o estudo permite ter uma ideia do quanto custará perder a Grande Barreira de Corais, à qual qualificou de algo que "não tem preço", "claramente muito mais que a maior estrutura viva do mundo".

Os cientistas estão advertindo há anos sobre a ameaça sem precedentes sofrida pela Grande Barreira de Corais australiana pelo aquecimento da água do mar e o aumento da acidez devido à mudança climática.

O branqueamento dos corais, exacerbado pelo aumento da temperatura da água do mar, ocorreu de forma recorrente nesta barreira de 2,3 mil quilômetros de recifes coralinos desde a década de 90.

"A gravidade do branqueamento de 2016 sai dos gráficos", denunciou neste ano o biólogo Terry Hugues, da Universidade James Cook, em outro estudo.

A Grande Barreira contém 400 tipos de corais, 1,5 mil espécies de peixes e 4 mil variedades de moluscos e faz parte da lista do Patrimônio da Humanidade da Unesco.

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EFE   

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