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Voz materna reforça desenvolvimento do cérebro em prematuros

25 fev 2015 12h25
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Estudo defende que eles podem ser beneficiados com o som da voz materna
Estudo defende que eles podem ser beneficiados com o som da voz materna
Foto: IFL Science / Reprodução

Bebês prematuros são aqueles que nascem antes das 37 semanas de gestação. Por ano, nascem cerca de 15 milhões de prematuros em todo o mundo, sendo que um milhão não consegue sobreviver. Aqueles que são salvos, por sua vez, têm alto risco de desenvolver dificuldades de linguagem e audição devido ao subdesenvolvimento do cérebro. Mas, um novo estudo defende que eles podem ser beneficiados com o som da voz materna – que poderia até mesmo ajudar o bebê a superar algumas destas deficiências do desenvolvimento neurológico. As informações são do IFL Science.

“O desenvolvimento do cérebro é amplamente moldada pela experiência sensorial precoce", escreveram os autores no artigo. "No entanto, é atualmente desconhecido se, como o diagnóstico precoce, e em que medida o cérebro do recém-nascido é moldada pela exposição a sons materna quando o cérebro é mais sensível a programação início da vida”, diz o estudo publicado pela Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos.

O estudo utilizou 40 recém-nascidos prematuros que nasceram entre 25 e 32 semanas de gestação, o que é considerado gravemente prematuro. Ultrassonografias dos cérebros foram realizadas desde o nascimento, com uma sequência até aproximadamente um mês de idade. Os bebês que haviam sido expostos ao som de gravações de voz de sua mãe, na incubadora, apresentaram umr córtex auditivo mais bem desenvolvido do que aqueles que não estavam.

“Nossos resultados demonstram que, apesar da imaturidade das vias auditivas, o [córtex auditivo] é mais adaptável aos sons maternais do que o ruído ambiente. Mais estudos são necessários para entender melhor os processos neurais subjacentes a esta plasticidade cerebral precoce e suas implicações funcionais para audição futuro e desenvolvimento da linguagem”, concluem os autores.

Fonte: Terra
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