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Jovem francesa combate HIV sem medicamentos, dizem médicos

Especialistas atribuem o feito ao precoce tratamento ao qual a adolescente foi submetida

21 jul 2015 12h14
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Uma jovem francesa de 18 anos que nasceu com o vírus da Aids tem mantido a doênca sob controle e praticamente indetectável apesar de ter interrompido o tratamento há 12 anos, de acordo com informações do Daily Mail.

Seu caso fez ressurgir a esperança de que o tratamento, quando agressivo e precoce, pode limitar a força com que age o vírus, e mostrou que, em alguns raros casos, pacientes podem controlar a doença sem ter que tomar drogas ao longo de toda a vida. Há alguns anos, médicos relataram um caso semelhante: o de uma menina do Mississipi que sobreviveu ao HIV sem tratamento por um ano e três meses.

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 Pelo menos uma dúzia de adultos entraram em remissão do HIV por cerca de 10 anos depois de suspenderem medicações contra o HIV, mas o caso da jovem francesa é o primeiro de longa duração começado na infância que se tem notícia.

O caso foi divulgado na segunda-feira pelo médico Asier Saez-Cirion, do Instituto Pasteur de Paris, durante a 8ª Conferência sobre a Patogênese do HIV, em Vancouver, Canadá.

"É uma história emocionante, mas ainda não se sabe quanto tempo a remissão vai durar", disse Francoise Barre-Sinoussi, cientista do Instituto Pasteur e co-descobridora do HIV. "Esta é uma clara evidência dos poderosos benefícios de se iniciar o tratamento o mais cedo possível", completou.

A mãe da adolescente francesa não se submeteu ao tratamento de controle do HIV, que reduz drasticamente as chances de transmissão do vírus para a criança durante a gestação. Os médicos acreditam que a adolescente, que não teve a identidade revelada, tenha sido infectada antes ou durante o parto.

Os médicos deram so bebê a droga AZT por seis semanas, tratamento padrão na época, mas exames mostraram que a menina ainda tinha altos níveis de HIV no sangue. Os especialistas resolveram então submeter a menina a um tratamento baseado na combinação poderosa de quatro medicamentos, mantido até criança completar seis anos de idade. 

Médicos e paciente perderam contato por um ano, mas quando a francesa voltou ao hospital, especialistas não encontraram mais HIV em seu sangue. A mãe da criança contou que havia parado de ministrar os medicamentos para a filha e os médicos resolveram continuar adotando a medida, de não submeter a paciente a tratamento. 

Embora, hoje, o vírus seja praticamente indetectável, os médicos ainda podem encontrar o vírus em níveis extremamente baixos quando realizados testes muito sensíveis."Esta menina está em remissão da infecção, mas ela continua infectada", disse Saez-Cirion.

"Ela não tem qualquer uma das variantes dos genes ou biomarcadores conhecidos por fornecer controle natural ou proteção contra a infecção pelo vírus HIV, e ela não foi capaz de suprimir o vírus antes de iniciar o tratamento com a combinação das drogas. Tudo isso sugere que o tratamento precoce é o responsável pela remissão", afirma o médico.

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Fonte: Terra
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