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Cientista americano defende uso de vacina no combate à aids

12 jun 2012 - 10h01
(atualizado às 10h33)

O cientista Stanley Plotkin, descobridor da vacina contra a rubéola, ressaltou nesta terça-feira que, de acordo com as primeiras provas experimentais realizadas, é possível desenvolver vacinas "eficazes" contra a aids (HIV), a malária e a tuberculose.

Estas três vacinas são os "principais objetivos" da pesquisa no futuro "a longo prazo", assinalou Plotkin durante uma entrevista no encontro científico Forovax VI, que foi iniciado na última segunda-feira e será encerrado nesta terça em Pamplona, no norte da Espanha.

Além de Plotkin, o Fórum reuniu outros especialistas de prestígio internacional, como o catedrático espanhol Ángel Gil de Miguel e Javier Moreno, presidente-executivo de Asjusa Letramed e especialista em Direito sanitário. Apesar de não ter apresentado nenhum tipo de resultado, Gil de Miguel também defendeu a eficácia da vacina e, neste caso, contra o vírus do papiloma humano, implicado na aparição do câncer do colo do útero.

Segundo Gil de Miguel, existem dados vindos da Austrália que comprovam com sucesso a vacina contra doenças genitais (DST). "Mas, em relação ao câncer, devemos demorar um pouco mais para vê-las", afirma.

Atualmente, os pesquisadores desenvolvem uma nova vacina que trabalha sobre nove sorotipos, cinco a mais que as vacinas atuais. Com base nesta nova pesquisa, a porcentagem de proteção poderá se elevar até 90%, contra 70% da atual. Apesar dos avanços, essa nova vacina ainda vai demorar para ser concluída.

EFE   
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