PUBLICIDADE

Múmia achada por menino no sótão dos avós desafia cientistas e polícia

3 set 2013 16h37
| atualizado às 18h40
ver comentários
Publicidade
Autoridades da Alemanha tentam descobrir origem de múmia encontrada em sótão
Autoridades da Alemanha tentam descobrir origem de múmia encontrada em sótão
Foto: Lutz Wolfgang Kettler / AFP

A polícia alemã, investigadores e legistas enfrentam um mistério depois que um menino de dez anos encontrou uma múmia em um sarcófago no sótão de seus avós.

Uma tomografia computadorizada revelou que o crânio humano, atravessado por uma flecha que sai da órbita do olho direito está muito bem preservado, assim como várias partes de um esqueleto que repousa com os braços cruzados sobre o peito, noticiou o jornal local Kreiszeitung.

Raios-X mostram que uma camada metálica cobre os ossos do indivíduo de 1,49 metro e gênero desconhecido.

Raio-X revelou ponta de flecha no crânio da múmia
Raio-X revelou ponta de flecha no crânio da múmia
Foto: Lutz Wolfgang Kettler / AFP

O pai do menino, Lutz-Wolfgang Kettler, disse que seu pai, falecido 12 anos antes, viajou nos anos 1950 para o norte da África e pôde ter trazido a múmia como um souvenir macabro.

As bandagens da múmia, que não foram retiradas por medo de danificar os restos mortais, são do século XX e foram tecidos à máquina, disse Kettler, dentista que assistiu à realização da tomografia computadorizada.

O patologista Andreas Nerlich, do hospital Bogenhausen de Munique, disse ao site de notícias na internet Spiegel Online que, embora o esqueleto e os ossos sejam autênticos, a múmia é "falsa, feita com restos de um ou vários corpos humanos".

"O que estamos nos propondo é uma série de perguntas a respeito" desde que o menino, Alexander, encontrou a múmia há um mês, disse Kettler.

A polícia e a promotoria tomaram nota do caso na cidade de Diepholz, no Estado da Baixa Saxônia, e estão à espera de mais informações sobre a procedência do corpo.

"Vamos esperar até que saibamos quão velhos são os ossos", disse à imprensa o porta-voz da polícia, Frank Bavendiek. "Se têm centenas de anos, trata-se de uma múmia e não vamos investigar", acrescentou.

AFP Todos os direitos de reprodução e representação reservados. 
Publicidade
Publicidade