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Vídeo de tom conspiratório cita falsa tentativa de assassinato de Milei no Brasil

POLÍCIA FEDERAL E PRESIDÊNCIA DA ARGENTINA NEGARAM QUE ALEGAÇÕES EM POSTAGEM DO FACEBOOK TENHAM BASE NA REALIDADE

28 jul 2026 - 14h46
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O que estão compartilhando: que o governo americano teria interceptado uma ligação feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva a traficantes, com ordem de executar o presidente da Argentina, Javier Milei. A Polícia Federal teria entrado em cena para impedir o assassinato no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, quando Milei retornava da convenção que lançou a candidatura senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência.

O Estadão Verifica checou e concluiu que: é falso. A Polícia Federal afirmou que desconhece a situação mencionada. A Secretaria de Comunicação e Mídia da Argentina também informou que não tem nenhuma informação sobre o assunto. O Verifica não localizou declarações de Milei ou registros na imprensa argentina sobre a alegada tentativa de assassinato. Trata-se de um relato estapafúrdio sem nenhuma relação com a realidade.

Saiba mais: o presidente argentino esteve na capital paulista no sábado, 25, para a oficialização da candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), também recebeu Milei no Palácio dos Bandeirantes para conceder uma honraria a ele.

Após a participação do presidente argentino nesses encontros, circulou no Facebook um vídeo com quase 90 mil visualizações dizendo que ele teria sido alvo de tentativa de assassinato a mando de Lula. É comum encontrar nas redes sociais conteúdos produzidos por oposicionistas que procuram, sem evidências comprováveis, vincular o presidente brasileiro ao crime organizado. Nenhuma investigação oficial dá embasamento a essas teorias.

Governo brasileiro reagiu após ofensas

Durante a participação na convenção de Flávio Bolsonaro, Milei dirigiu ofensas a Lula, chamando-o de "presidiário" e "ladrão". Ele também se referiu ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), como "lixo careca".

As declarações geraram reações do Itamaraty, que convocou nesta segunda-feira, 27, o embaixador do Brasil em Buenos Aires, Julio Bitelli, para tratar das críticas. Como mostrou o Estadão, na avaliação de autoridades brasileiras, as ofensas abriram uma crise diplomática séria entre os dois países.

Segundo o jornal argentino La Nación, o governo argentino deve tentar administrar a indignação do Brasil a curto prazo, mas sem divulgar um pedido oficial de desculpas.

Estadão
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