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EUA não reabriram caso Odebrecht nem acionaram Interpol contra Lula

VÍDEO COMPARTILHADO NO FACEBOOK CONFUNDE ATRIBUIÇÕES DA INTERPOL E INVENTA FATOS

24 jul 2026 - 17h16
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O que estão compartilhando: que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, teria reaberto o caso Odebrecht e acionado a Interpol, o Departamento de Justiça dos EUA (DOJ) e a Lei Magnitsky para investigar corruptos, dentre eles o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O Estadão Verifica investigou e concluiu que: é falso. A Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol) não é subordinada a nenhum presidente, nem tem o poder de investigar e prender pessoas. No site do DOJ não há anúncio de uma nova operação relacionada à Odebrecht. Tampouco constam brasileiros na lista de indivíduos sancionados pela Lei Magnitsky.

Saiba mais: Postado em 22 de julho, o conteúdo falso foi assistido mais de 65 mil vezes.

A Interpol é uma organização policial internacional que conecta forças de segurança de 196 países, entre eles o Brasil, oferecendo apoio para investigações. No entanto, a instituição em si não investiga, nem prende pessoas, como sugere o vídeo.

"Atividades criminosas devem ser denunciadas à polícia local ou nacional", informa a Interpol.

No site do DOJ a notícia mais recente sobre a Odebrecht é de 2016. Na época, a empresa concordou em pagar, junto com a Braskem, cerca de 3,5 bilhões de dólares. A multa foi aplicada devido ao envolvimento delas em esquemas de pagamento de centenas de milhões de dólares em propinas a funcionários governamentais em todo o mundo.

A Lei Magnitsky citada pelo autor do vídeo não reabre processos criminais. Ela permite que o governo dos EUA imponha sanções a estrangeiros acusados de corrupção ou de graves violações de direitos humanos. No momento, 257 pessoas estão sob sanção dela. Nenhuma delas é brasileira.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e a advogada Viviane Barci de Moraes, esposa dele, foram alvo da Magnitsky em julho de 2025, mas foram retirados da lista em dezembro daquele ano.

Estadão
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