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Toyota não anunciou encerramento de atividades no Brasil

MONTADORA TRANSFERIU MONTAGEM DO MODELO SEDÃ DE INDAIATUBA PARA SOROCABA; MUDANÇA PREVÊ CRIAÇÃO DE APROXIMADAMENTE 2 MIL NOVOS POSTOS DE TRABALHO ATÉ 2030

25 jun 2026 - 16h26
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O que estão compartilhando: que a empresa Toyota fechou uma fábrica em São Paulo e demitiu 1.500 funcionários por causa do governo Lula.

Toyota explicou que decisão de fechar a unidade em Indaiatuba (SP) faz parte de estratégia industrial de ampliação dacompetitividade e expansão da capacidade produtiva.
Toyota explicou que decisão de fechar a unidade em Indaiatuba (SP) faz parte de estratégia industrial de ampliação dacompetitividade e expansão da capacidade produtiva.
Foto: Reprodução/Facebook / Estadão

O Estadão Verifica investigou e concluiu que: é falso, porque o encerramento das atividades da fábrica localizada em Indaiatuba (SP) não foi motivado pela política econômica do governo, nem significa retração nas atividades da montadora no Brasil. A Toyota disse que não pretende sair do País e anunciou um plano de investimentos de R$ 11,5 bilhões até 2030. A empresa decidiu expandir seu parque fabril em Sorocaba e, por isso, encerrou as atividades em Indaiatuba, unificando as linhas de montagem em um só lugar. Questionada sobre demissões, a empresa disse que não houve redução no número de postos de trabalho da Toyota no Brasil.

Saiba mais: Uma mulher gravou a si mesma reagindo a uma postagem que circula nas redes sociais que tem uma foto do presidente da República junto com a seguinte legenda: "Enquanto Lula fala em crescimento, Toyota fecha fábrica em São Paulo e demite 1500 colaboradores". Ela atribui o encerramento das atividades dessa unidade da empresa ao governo atual. "Faz o L, esses são os efeitos de você que vota na esquerda", diz a autora do vídeo. Postado no dia 19 de junho, o vídeo ultrapassa 62 mil visualizações no Facebook.

Decisão de estratégia industrial

No final do mês, a fábrica da Toyota em Indaiatuba, no interior de São Paulo, será desativada após quase três décadas de atividade. É ali que opera a linha de montagem do Corolla sedã, o modelo de sedã médio mais vendido do Brasil há 12 anos.

Ao ser questionada se a política econômica do governo Lula estava entre os motivos para o fechamento da unidade, a assessoria de imprensa da Toyota informou que a decisão está ligada à estratégia industrial e ao plano de investimentos da empresa, visando competitividade e expansão de capacidade produtiva.

O Jornal do Carro explicou que atualizar as linhas de montagem de Indaiatuba - que estão em operação desde 1998, data da nacionalização do Corolla - seria mais caro do que transferir a produção para a unidade de Sorocaba (SP), que foi expandida para absorver o veículo a partir de novembro.

"Essa estratégia foi comunicada ao longo do processo e vem sendo conduzida com previsibilidade e transparência desde 2024", disse a empresa.

2 mil novos postos de trabalho

A Toyota explicou que a centralização das operações em Sorocaba faz parte de uma estratégia de longo prazo da empresa e que está reforçando a presença no Brasil por meio de investimentos.

A empresa estima que até 2030 serão injetados R$ 11,5 bilhões em operações no Brasil, que gerarão aproximadamente 2 mil novos empregos diretos. "Esses investimentos demonstram nossa confiança no potencial do País", comunicou a montadora.

Apesar de gerar novos empregos na região vizinha, o encerramento em Indaiatuba motivou greves e impasses jurídicos entre a empresa e o Sindicato dos Metalúrgicos de Campinas e Região, que buscavam garantias trabalhistas durante a transição.

Recentemente, o sindicato e a montadora fecharam um acordo definitivo. O texto homologado estabelece as regras para o Programa de Demissão Voluntária (PDV) e define as condições de transferência dos funcionários que optarem por trabalhar na planta de Sorocaba.

Setor aquecido

Ao contrário do que o vídeo que viralizou no Facebook fez parecer, a produção de veículos está aquecida no País.

O setor obteve resultado animador no mês passado: cresceu 15,2%, melhor resultado para o mês de maio desde 2019. O dado é da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), da qual a Toyota é associada.

Este conteúdo também foi checado pela AFP e pelo Aos Fatos.

Estadão
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