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Motociatas de Bolsonaro usaram, sim, dinheiro público, ao contrário do que diz postagem

PUBLICAÇÃO NO INSTAGRAM ENGANA AO COMPARAR USO DE VERBAS FEDERAIS EM PASSEIOS DE MOTO PROMOVIDOS PELO EX-PRESIDENTE E EM DESFILES DE CARNAVAL ACOMPANHADOS POR LULA

24 fev 2026 - 09h51
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O que estão compartilhando: postagem compara "desfiles" promovidos por Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Bolsonaro. A publicação afirma que Lula financiou o carnaval do Rio com dinheiro público, enquanto Bolsonaro não usou verbas da União para promover motociatas.

Motociatas de Bolsonaro usaram dinheiro público
Motociatas de Bolsonaro usaram dinheiro público
Foto: Reprodução/Instagram / Estadão

O Estadão Verifica investigou e concluiu que: é enganoso. As escolas de samba do Rio contaram com um aporte financeiro do governo federal. Mas, contrariando a colocação do vídeo, as motociatas de apoio a Bolsonaro, marcas registradas de seu mandato (2019-2022), fizeram uso de dinheiro da União e também de governos estaduais e municipais. A imprensa publicou reportagens sobre o tema em diferentes ocasiões (1, 2, 3).

Saiba mais: O vídeo publicado no Instagram apresenta imagens de Lula no Sambódromo do Rio de Janeiro, onde acompanhou na madrugada de 16 de fevereiro os desfiles das escolas de samba do Grupo Especial. Lula foi homenageado com o enredo da escola Acadêmicos de Niterói.

Junto, a publicação destaca o registro de uma das motociatas promovidas por Bolsonaro. Referências pela busca reversa (aprenda a usar essa ferramenta aqui) apontam como possível origem das imagens da motociata um passeio realizado em São Paulo em abril de 2022.

A legenda do vídeo checado diz: "Desfile do Lula: pago com seu dinheiro; Desfile do Bolsonaro: R$ 0 dinheiro público". A alegação é de que o desfile que prestou tributo à trajetória de Lula foi promovido com verba da União, diferentemente dos passeios motorizados realizados pelo ex-presidente durante o exercício do cargo em diferentes cidades do Brasil.

Mas isso não é verdade. Em 12 de junho de 2021, por exemplo, o Estadão noticiou que a motociata de Bolsonaro em São Paulo havia custado R$ 1,2 milhão aos cofres públicos, segundo o governo estadual. Foram reportados gastos com forças policiais e equipamentos de segurança usados no ato realizado nas cidades de São Paulo e região de Jundiaí.

Policiais de três forças estaduais foram convocados para garantir a segurança do presidente e a fluidez no trânsito. Dos mais de 6,3 mil policiais escalados, 1.433 atuaram exclusivamente nas medidas relacionadas ao deslocamento dos manifestantes ao longo dos 129 km do trajeto. O evento custou ainda R$ 75,2 mil à Prefeitura de São Paulo em despesas com a organização.

Em reportagem publicada no dia 23 de janeiro de 2023, o Estadão revelou que "toda vez que Jair Bolsonaro decidia viajar a lazer ou passear de moto por capitais do País ele era acompanhado por até 300 militares ao custo médio de R$ 100 mil para os cofres públicos". A reportagem teve acesso a dois mil documentos classificados como reservados, anexados na prestação de contas do cartão corporativo.

Verba federal não foi destinada apenas à escola de samba que homenageou Lula

Por sua vez, o desfile das escolas de Samba do Rio de Janeiro contou com o aporte de R$ 12 milhões provenientes da Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur), órgão do governo federal. Cada uma das 12 agremiações do grupo especial recebeu R$ 1 milhão, valor repassado pela Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa).

Os dados desmentem boatos que passaram a circular desde o final de 2025, sobre a escola que homenageou Lula ter sido a única beneficiada com recursos federais.

Também não houve repasses da Lei Rouanet para as escolas de samba do Grupo Especial. Como mostrou o Estadão Verifica, das 12 agremiações, oito apresentaram projetos para contar com o mecanismo de fomento cultural e levantar recursos junto a patrocinadores, mas nenhuma registrou captação via Rouanet.

Esta não foi a primeira vez que Lula foi homenageado em desfiles de escolas de samba. Em 2003, no seu primeiro mandato, o presidente foi reverenciado pela Beija-Flor de Nilópolis com um boneco que participou da evolução das alas na Marquês do Sapucaí. O samba enredo fazia referência às ações em curso para combater a desigualdade social no Brasil.

Já em 2012, na gestão da petista Dilma Rousseff, Lula foi tema do desfile da Gaviões da Fiel, em São Paulo, escola ligada ao Corinthians, time do qual ele é torcedor.

Estadão
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