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Infecção de Bolsonaro foi causada por entrada de líquido nos pulmões, não envenenamento

EX-PRESIDENTE ESTÁ INTERNADO COM PNEUMONIA BACTERIANA, DECORRENTE DE EPISÓDIO DE BRONCOASPIRAÇÃO; INFORMAÇÃO FOI CONFIRMADA PELO FILHO FLÁVIO BOLSONARO

18 mar 2026 - 14h57
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O que estão compartilhando: que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) está internado porque teria sido envenenado por algo no ar da sua cela, no 19.º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, a Papudinha.

Não há evidências de que Bolsonaro tenha sido envenenado na Papudinha
Não há evidências de que Bolsonaro tenha sido envenenado na Papudinha
Foto: Reprodução/Instagram / Estadão

O Estadão Verifica investigou e concluiu que: é falso. Os boletins médicos informam que Bolsonaro trata "pneumonia bacteriana bilateral decorrente de episódio de broncoaspiração". Isso significa que ele apresenta uma infecção nos dois pulmões, causada pela entrada de líquido do estômago nas vias respiratórias. O ex-presidente chegou à UTI com água nos pulmões, informação confirmada pelo filho Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A assessoria de Flávio desmentiu o boato sobre envenenamento.

Saiba mais: na manhã da última sexta-feira, 13, Bolsonaro foi internado no Hospital DF Star, em Brasília, com "quadro de febre alta, queda da saturação de oxigênio, sudorese e calafrios". Ele está preso na Papudinha para cumprir pena de 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.

Nas redes sociais, postagens repercutem o comentário de um "especialista político", sem nomeá-lo, sobre um possível envenenamento de Bolsonaro. Segundo as publicações, ele teria sido envenenado por meio do ar da cela na Papudinha.

A assessoria de Flávio negou haver possibilidade de que o ex-presidente tenha sido envenenado. Na realidade, a família de Bolsonaro e os profissionais de saúde que acompanham o tratamento têm destacado o histórico de saúde do ex-presidente como um fator importante.

No dia da internação, o cardiologista do ex-presidente, Brasil Caiado, destacou à imprensa as comorbidades de Bolsonaro e disse que o caso é grave.

"Pelo passado dele de várias comorbidades, e a principal delas, neste caso, nós suspeitamos, é esofagite, a gastrite e o refluxo gastroesofágico. Este refluxo, quando é aspirado para o pulmão, causa uma pneumonia aguda, grave", explicou.

O ex-presidente chegou à UTI com água nos pulmões. O problema foi causado pela aspiração de líquido do estômago, em decorrência dos soluços frequentes que ele apresenta. Essa informação foi confirmada por Flávio.

"Nunca houve tanto líquido no pulmão dele. Líquido que veio da broncoaspiração, do seu estômago", disse o senador a jornalistas na saída do hospital.

Segundo o boletim médico desta terça-feira, 17, Bolsonaro segue internado para tratamento de "pneumonia bacteriana bilateral decorrente de episódio de broncoaspiração". O documento informou que Bolsonaro mantém processo de melhora, mas não tem previsão de alta da UTI.

Um dia antes, na segunda-feira, o ex-vereador Carlos Bolsonaro publicou uma foto do pai no hospital e afirmou que a pneumonia tem afetado sua voz, equilíbrio e condição dos pulmões. Ele relatou que o estado de saúde continua "muito delicado" e que o ex-presidente permanece monitorado constantemente para evitar pioras.

A defesa de Bolsonaro entrou com um novo pedido de prisão domiciliar humanitária para o ex-presidente. Os advogados alegam que a internação é de "extrema gravidade" e pedem que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes reconsidere a decisão anterior que rejeitou a solicitação.

Nesta quarta-feira, 18, o novo boletim comunicou que Bolsonaro apresentou "boa evolução clínica, com melhora parcial dos aspectos tomográficos e melhora importante dos marcadores inflamatórios". Apesar disso, ainda não há previsão de alta da UTI.

Como lidar com postagens do tipo: a saúde do ex-presidente é um assunto noticiado com frequência pela imprensa, especialmente em momentos de internação ou intervenção cirúrgica. Se a alegação de envenenamento fosse verdadeira, a informação certamente seria destacada e teria sido comunicada pela equipe que acompanha Bolsonaro. A ausência de fontes que confirmem um possível envenenamento é um dos indícios de falsidade. Faça uma pesquisa em sites confiáveis antes de compartilhar uma postagem com afirmações duvidosas.

Estadão
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