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Damares chamou Moraes de 'tirano' em entrevista, e não Bolsonaro

VÍDEO MOSTRA SENADORA PEDINDO 'PERDÃO' AO PT DE FORMA IRÔNICA POR NÃO TER ACREDITADO NAS CRÍTICAS À INDICAÇÃO DO MINISTRO AO STF EM 2017

21 jan 2026 - 13h01
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O que estão compartilhando: que a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) teria chamado o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) de "tirano" em coletiva de imprensa. A parlamentar teria pedido perdão ao PT por não ter acreditado nas críticas ao ex-presidente. Ela teria dito isso após presidir a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS e denunciar "quem de fato eram os criminosos e corruptos".

O Estadão Verifica checou e concluiu que: é enganoso. Damares disse que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), era um "tirano", e não Bolsonaro. Ela fez a declaração em 6 de agosto de 2025, dois dias depois de o magistrado decretar a prisão domiciliar do ex-presidente, ainda na condição de réu. A senadora compartilhou o trecho do vídeo em suas redes sociais, na época, afirmando que a pauta prioritária era o impeachment de Moraes.

Saiba mais: O Verifica encontrou o vídeo completo da declaração (veja aqui) em que fica claro que a senadora se referia ao ministro Moraes.

A coletiva de imprensa foi registrada no canal da TV Senado, no YouTube, em 6 de agosto de 2025. Antes de encerrar a entrevista, Damares pede "perdão", em tom irônico, ao Partido dos Trabalhadores (PT), por não ter acreditado nas críticas à indicação de Moraes ao STF em 2017.

"Em nome dos conservadores, pedimos perdão ao PT. Quero fazer esse registro público. Quero também pedir perdão à ministra Gleisi [Hoffmann], ao ex-deputado Jean Wyllys, ao senador Randolfe e aos acadêmicos que, durante a sabatina do Alexandre de Moraes, avisaram a nós que ele era um tirano", disse.

"Nós, conservadores, não acreditamos. Perdão, PT. Hoje, nós estamos pagando o preço por não ter acreditado nos acadêmicos da USP", discursou.

A senadora também compartilhou nas redes sociais o trecho do vídeo com críticas ao ministro no dia 7 de agosto do ano passado.

"Uma coisa tivemos que concordar com a esquerda, eles tinham razão. Quando manifestaram contra Alexandre de Moraes, tinham razão. Nos alertaram sobre a tirania que estava por vir. Pauta prioritária a partir de agora é o impeachment de Alexandre de Moraes", escreveu.

A declaração de Damares ocorreu em meio ao protesto de aliados de Bolsonaro contra a prisão domiciliar do ex-presidente decretada pelo ministro do STF. Os parlamentares impediram sessões na Câmara e no Senado e solicitaram a votação de anistia aos condenados do 8 de Janeiro e o impeachment de Moraes.

Vídeo é anterior à CPMI do INSS

O vídeo da entrevista de Damares não tem relação com a CPMI do INSS. A comissão havia sido instaurada duas semanas antes, em 20 de agosto do ano passado.

A senadora é representante do bloco formado pelo PP e Republicanos na CPMI que investiga o esquema de descontos nos benefícios de aposentados.

Recentemente, a participação de Damares na comissão ganhou repercussão após ela divulgar uma lista de pastores e igrejas que são alvos de requerimentos da CPI.

Ela afirmou, em entrevista ao SBT News, que havia igrejas e pastores envolvidos na fraude. A declaração gerou um embate com o pastor evangélico Silas Malafaia.

A Reuters também checou conteúdo semelhante.

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Como lidar com posts do tipo: É comum que trechos de discursos de políticos sejam recortados para desinformar. No caso do vídeo analisado, uma busca no Google usando palavras-chaves, como "Damares Alves" e "tirano", resulta em notícias que esclarecem que a senadora se referia a Moraes.

Estadão
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