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Advogado de réus do 8 de Janeiro morreu em 2025, não recentemente

LUIZ FELIPE PEREIRA DA CUNHA SOFREU MAL SÚBITO EM SETEMBRO DO ANO PASSADO, MAS INFORMAÇÃO CIRCULA NAS REDES COMO SE FOSSE NOVA

14 jul 2026 - 14h13
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O que estão compartilhando: que o advogado Luiz Felipe Pereira da Cunha, que atuou em defesa de réus do 8 de Janeiro, teria sido encontrado morto.

O Estadão Verifica investigou e concluiu que: está fora de contexto. Cunha morreu em 8 de setembro de 2025, e não recentemente, como faz acreditar a postagem. Veículos de imprensa como Metrópoles e Gazeta do Povo noticiaram na época que ele sofreu um mal súbito. Uma nota de pesar foi publicada na ocasião pela Seccional do Distrito Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/DF). A Polícia Civil do Distrito Federal informou que o caso foi apurado como morte natural.

Saiba mais: conforme o Metrópoles, em 8 de setembro Luiz Felipe foi encontrado morto em Brasília e familiares informaram na ocasião que a suspeita era de que o advogado tivesse sofrido um infarto fulminante.

No dia seguinte ao falecimento, o movimento Advogados de Direita Brasil, que acompanha a situação de presos pelo 8 de Janeiro, divulgou nota de pesar publicada pela Gazeta do Povo. O texto lamenta a morte e afirma que o advogado foi vítima de infarto.

No dia 10, o desembargador aposentado Sebastião Coelho, outro advogado de réus do 8 de Janeiro, publicou vídeo no Instagram relatando ter participado naquele dia do velório de Luiz Felipe.

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Na notícia sobre o falecimento, tanto o Metrópoles quanto a Gazeta do Povo informavam que Cunha defendia réus em ações pelos atos golpistas de 8 de Janeiro e que.

Em dois dos processos, ele acionou a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), da Organização dos Estados Americanos (OEA), contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele denunciava supostas violações de direitos humanos.

Essa informação também consta na postagem analisada. Nos comentários, usuários das redes sociais associam a morte à atuação profissional do advogado, insinuando que ele tenha sido vítima de uma "queima de arquivo". Mas isso não é verdade. A Polícia Civil do Distrito Federal informou que o caso foi apurado como morte natural.

Estadão
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