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Chávez diz que não vacilará caso decida expropriar o grupo Polar

O presidente venezuelano, Hugo Chávez, afirmou nesta sexta-feira em um ato público que não hesitará em assinar um decreto de expropriação contra o grupo alimentício Polar, argumentando que este "não quer cumprir a Constituição e as leis", em um caso relaci

6 mar 2009 - 18h21
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CARACAS, Venezuela, 6 Mar 2009 (AFP) - O presidente venezuelano, Hugo Chávez, afirmou nesta sexta-feira em um ato público que não hesitará em assinar um decreto de expropriação contra o grupo alimentício Polar, argumentando que este "não quer cumprir a Constituição e as leis", em um caso relacionado a um decreto que regula a produção de arroz.

"Se a Polar não quer cumprir com a Conctituição e as leis, será expropriada. Não tremerei o pulso, tenham certeza disso. Estou aqui para defender os interesses do povo venezuelano, não os da burguesia", declarou Chávez.

"Vamos trabalhar e dialogar, mas vocês devem reconhecer primeiro que há aqui leis, um chefe de Estado, autoridades e um povo", acrescentou.

Uma usina de processamento de arroz da Polar, localizada no estado de Guárico (centro), sofreu uma intervenção do governo esta semana. As autoridades afirmam que o empreendimento não cumpria com as porcentagens de produção de arroz branco, cujo preço é regulado pelo governo.

Em um comunicado, o grupo Polar indicou que está cumprindo o decreto sobre a produção de alimentos, lançado por Chávez na última quarta-feira, e garantiu que respeita a lei.

O decreto presidencial estipula que a produção de arroz branco das empresas alimentícias venezuelanas deve corresponder a no mínimo 80% do total.

O governo venezuelano aumentou o controle sobre o setor de produção de alimentos básicos nos últimos dias, numa tentativa de amenizar as ondas de escassez de comida no país.

Várias processadoras de arroz já sofreram intervenções do governo - incluindo uma filial da americana Cargill, que produzia arroz, e foi diretamente expropriada na quinta-feira.

Chávez argumenta que os empresários tratam os alimentos como mercadoria, ao invés de priorizar o bem-estar do povo.

bl/ap

AFP Todos os direitos de reprodução e representação reservados. 
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