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Caso Master: relembre as 6 fases e os desdobramentos da Operação Compliance Zero

Nesta quinta-feira, 14, a PF deflagrou mais uma etapa da operação que investiga um suposto esquema de fraudes financeiras

14 mai 2026 - 10h07
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Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master
Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master
Foto: Reprodução / Estadão

Mais uma etapa da Operação Compliance Zero foi deflagrada nesta quinta-feira, 14, pela Polícia Federal (PF). Com essa, já somam seis fases da operação que investiga um suposto esquema bilionário de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master e seu ex-dono, Daniel Vorcaro. 

Na 6ª fase, realizada hoje, a PF prendeu Henrique Vorcaro, o pai de Daniel, em Belo Horizonte (MG). A ação foi ordenada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça. Estão sendo investigados os crimes de ameaça, de corrupção, de lavagem de dinheiro, de organização criminosa, de invasão de dispositivos informáticos e de violação de sigilo funcional.

Henrique foi preso quando iria embarcar em Minas Gerais para ir a Brasília para visitar seu filho na carceragem da Superintendência da PF. Ele também foi alvo de busca e apreensão. O pai de Vorcaro é suspeito de se beneficiar de desvios do Banco Master, por meio de operações fraudulentas com fundos de investimento. Segundo a investigação da PF, o dono do Master tentou esconder R$ 2 bilhões na conta do pai.

No total, sete mandados de prisão preventiva são cumpridos e 17 de busca e apreensão, nos estados de São Paulo, do Rio de Janeiro e de Minas Gerais. Também foram determinadas ordens de afastamento de cargos públicos e de sequestro e bloqueio de bens.

Os alvos seriam membros da chamada "A Turma", milícia privada sob comando do banqueiro Daniel Vorcaro. Os envolvidos eram orientados a vigiar, intimidar e ameaçar críticos, autoridades e jornalistas. O cunhado de Vorcaro, Fabiano Zettel e Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, o "Sicário", foram presos em outra fase da operação e eram parte do grupo.

A operação desta quinta ocorre um dia após ter vindo à tona que o senador e pré-candidato a Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pediu ⁠uma ajuda milionária a Daniel Vorcaro para fazer um filme do seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. O caso, revelado pelo site The Intercept Brasil e confirmado pela Reuters, causou forte reação no meio político e no mercado financeiro. Flávio Bolsonaro negou qualquer irregularidade e alega que o pedido de ajuda se tratava de um apoio para um projeto privado.

Pai de Daniel Vorcaro é preso pela Polícia Federal em Belo Horizonte:

Relembre as outras fases da Operação Compliance Zero

1ª fase

Deflagrada em 18 de novembro, a primeira fase prendeu Daniel Vorcaro. A ação tinha como objetivo apurar suspeitas de crimes envolvendo a venda do banco para o BRB.

A operação cumpriu cinco mandados de prisão preventiva, dois de prisão temporária e 25 de busca e apreensão. Augusto Lima, ex-sócio do Banco Master, foi outro preso na operação. Diretores do Master também foram alvos de mandados de prisão. A sede do BRB e o presidente do banco, Paulo Henrique Costa, foram alvos de busca e apreensão.

A operação foi batizada pela PF de Compliance Zero e detectou suspeitas da emissão de títulos de crédito falsos pelo banco Master. Esses títulos teriam sido vendidos ao BRB e, após a fiscalização do Banco Central, foram substituídos por outros ativos sem avaliação técnica adequada.

Ao final da operação, a PF apreendeu R$ 1,6 milhão em dinheiro vivo, a maior parte com Augusto Lima, além de carros de luxo, obras de arte e relógios. Depois, Vorcaro foi liberado mediante cumprimento de medidas cautelares como o uso de tornozeleira.

2ª fase

Foi realizada em 14 de janeiro de 2026. A PF cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços ligados a Daniel Vorcaro e ao empresário Nelson Tanure. A operação também estabeleceu medidas de sequestro e bloqueio de bens e valores que superam R$ 5,7 bilhões.

Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, também foi alvo da operação e chegou a ser preso temporariamente, sendo solto logo em seguida. Ao todo, foram emitidos 42 mandados de busca e apreensão, em São Paulo, Bahia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro.

3ª fase

A terceira fase foi feita em 4 de março deste ano e Daniel Vorcaro foi preso novamente. O cunhado de Vorcaro, Fabiano Zettel, também alvo da operação, se entregou à PF. Dois servidores do Banco Central foram afastados de seus cargos.

Ao todo, foram autorizados 4 mandados de prisão preventiva e 15 mandados de busca e apreensão, nos estados de São Paulo e Minas Gerais. Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, o "Sicário", foi outro alvo de prisão. Também foram determinadas ordens de afastamento de cargos públicos e sequestro e bloqueio de bens, no montante de até R$ 22 bilhões.

A terceira fase apurou os crimes de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos, praticados por organização criminosa. As investigações contaram com o apoio do Banco Central do Brasil.

4ª fase

Na quarta fase, o ex-presidente do Banco de Brasília Paulo Henrique Costa e o advogado Daniel Monteiro, ligado ao banqueiro Daniel Vorcaro, foram presos.

A ação investiga um esquema de lavagem de dinheiro para o pagamento de vantagens indevidas que teriam sido destinadas a agentes públicos.

Policiais federais cumpriram ainda sete mandados de busca e apreensão. Segundo a PF, são investigados possíveis crimes financeiros, além de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

5ª fase

Deflagrada em 7 de maio, o senador Ciro Nogueira (PP-PI) foi alvo de um mandado de busca e apreensão. O primo de Daniel Vorcaro, Felipe Vorcaro, foi preso em Minas Gerais.

Ao todo, 10 mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão temporária foram cumpridos após expedição do Supremo Tribunal Federal (STF), nos estados do Piauí, de São Paulo, de Minas Gerais e no Distrito Federal.

Segundo a decisão do STF, obtida pela reportagem, a PF "aponta a identificação da suposta conduta do senador em favor do banqueiro, em troca do recebimento de vantagens econômicas indevidas". O caso relacionado ao senador Ciro Nogueira era um dos que têm maior quantidade de indícios para ser investigado. (*Com informações do Estadão Conteúdo e Reuters)

Fonte: Portal Terra
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