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Caso Master: Mendonça atende Fachin e retira sigilo de processos

Cerca de 14 procedimentos devem ser publicados nesta sexta-feira (11), antes de uma sessão decisiva no Supremo

11 set 2026 - 07h40
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Resumo
O ministro André Mendonça, do STF, retirou o sigilo de processos sobre fraudes financeiras no Banco Master, atendendo a Edson Fachin. Os autos serão compartilhados com os demais ministros antes do julgamento do caso no plenário, marcado para 15 de setembro. As investigações geraram forte crise na Corte, envolvendo mensagens com Alexandre de Moraes, troca de acusações entre magistrados e disputas pelo comando da PF, o que levou Fachin a intervir e redistribuir o Inquérito das Fake News.

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), retirou o sigilo de procedimentos relacionados às investigações do Banco Master na noite desta quinta-feira (10). A medida atende a um pedido do presidente da Corte, Edson Fachin.

Com o pedido de Fachin, cerca de 14 procedimentos devem ser publicados nesta sexta
Com o pedido de Fachin, cerca de 14 procedimentos devem ser publicados nesta sexta
Foto: feira (11), antes de uma sessão decisiva no Supremo - Gustavo Moreno/STF / Perfil Brasil

Entre os documentos está a Petição 15.556, ligada ao núcleo original da Operação Compliance Zero. A investigação apura suspeitas de fraudes financeiras e lavagem de dinheiro envolvendo o Banco Master e seu proprietário, Daniel Vorcaro.

Com a decisão, Mendonça também deve compartilhar cópias dos autos com a Presidência do STF e os gabinetes dos demais ministros. "Registro que estão sendo adotadas as providências administrativas necessárias à remessa de cópia integral dos referidos autos, em HD próprio, à Presidência e aos Gabinetes dos eminentes Ministros", informou o ministro no despacho.

Segundo a 'BBC News Brasil', a expectativa é que 14 procedimentos relacionados às investigações do Banco Master sejam publicados nesta sexta-feira (11). Entretanto, parte do conteúdo poderá permanecer sob sigilo para preservar as apurações em andamento.

Parte dos documentos poderá continuar sob sigilo

No pedido encaminhado a Mendonça, Edson Fachin permitiu preservar documentos cujo sigilo seja considerado indispensável para não comprometer investigações ainda em andamento.

Outro procedimento alcançado pela decisão é a Petição 16.662, que reúne elementos enviados pela Polícia Federal a partir dos desdobramentos do caso. Parte desse material já havia perdido o sigilo em 1º de setembro. Entre os elementos reunidos pela PF estão mensagens encontradas no celular do banqueiro e atribuídas a conversas com o ministro Alexandre de Moraes.

STF terá sessão sobre o caso Master

A decisão ocorre poucos dias antes de uma sessão do Supremo marcada por Fachin para 15 de setembro. O plenário deverá analisar questões relacionadas às investigações do Banco Master, inclusive desdobramentos envolvendo Moraes.

Após a divulgação dos documentos, Moraes reagiu e tornou públicos relatórios da inteligência da Polícia Federal sobre supostas condutas irregulares atribuídas a Mendonça. Além disso, pediu a inclusão do colega no Inquérito das Fake News, sob o argumento de possível parcialidade na condução das investigações.

A disputa avançou nos dias seguintes. Mendonça determinou o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, enquanto Flávio Dino decidiu pela recondução do delegado ao cargo. Posteriormente, Fachin reverteu decisões tomadas pelos dois ministros e passou a conduzir uma tentativa de levar o impasse ao colegiado. Na quarta-feira (9), o presidente do STF também retirou de Moraes a relatoria do Inquérito das Fake News e marcou a sessão para o dia 15.

Perfil Brasil
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