Carnaval de São Paulo de 2026 registra faturamento de R$ 4 bilhões no Turismo
Setores de alimentação e hospedagem apresentam crescimento de 10% em relação ao ano anterior, segundo dados da Fhoresp
A movimentação financeira do Carnaval de São Paulo em 2026 atingiu o montante de R$ 4 bilhões, conforme balanço parcial da Federação de Hotéis, Restaurantes e Bares do Estado de São Paulo (Fhoresp). O valor reflete o impacto econômico direto nos segmentos de Alimentação Fora do Lar e Hospedagem, consolidando o estado como um polo de atração de fluxo turístico durante o período festivo.
A análise dos dados indica que o setor de Alimentação Fora do Lar obteve um faturamento de R$ 3,2 bilhões. Paralelamente, o segmento de Hospedagem registrou R$ 567 milhões em receitas. O somatório desses setores representa um aumento de aproximadamente 10% em comparação aos índices registrados no Carnaval de 2025.
Segundo Luís Carlos Burbano, economista do Núcleo de Pesquisas e Estatísticas (NPE) da Fhoresp, a dinâmica econômica foi impulsionada pelo deslocamento de pessoas para a capital paulista, litoral e interior do estado. A estrutura do evento na cidade de São Paulo contou com a participação de 16,5 milhões de foliões e uma agenda composta por 627 blocos de rua.
A programação cultural do Carnaval de São Paulo de 2026 incluiu a operação de 11 circuitos de megablocos distribuídos por diferentes regiões da capital, além dos desfiles das agremiações no Sambódromo do Anhembi. A Fhoresp, que representa 500 mil estabelecimentos e 20 sindicatos patronais, associa o impacto financeiro positivo à combinação de fluxo rodoviário elevado e oferta diversificada de entretenimento.
O diretor-executivo da entidade, Edson Pinto, afirma que a retenção de residentes e a chegada de visitantes externos foram fundamentais para os resultados do setor de serviços. A oferta abrangeu desde o ecoturismo no interior até as atividades de lazer no litoral e a programação de rua na capital.
Os índices de ocupação hoteleira demonstram a distribuição da demanda turística pelo território estadual:
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Litoral: 85% de ocupação.
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Interior: 82% de ocupação.
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Capital: 59% de ocupação.
Os números confirmam que, enquanto o litoral e o interior atraíram o público em busca de lazer e veraneio, a capital manteve o foco na programação de blocos e eventos urbanos, sustentando o crescimento do consumo em bares e restaurantes de todo o estado.