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Carnaval 2027: boneca que sumiu por 30 anos em Pernambuco é o enredo da Imperatriz Leopoldinense

Na noite de terça-feira, 12 de maio, a tradicional escola de Ramos anunciou o enredo que levará para a Sapucaí em 2027: "A memória do rei e o sumiço de Dona Júlia".

13 mai 2026 - 14h30
(atualizado às 14h46)
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Olha a Imperatriz chegando! Ainda falta muito para o próximo Carnaval, mas para quem vive o samba o ano todo, a festa já começou.

Carnaval 2027: boneca que sumiu por 30 anos em Pernambuco é o enredo da Imperatriz Leopoldinense
Carnaval 2027: boneca que sumiu por 30 anos em Pernambuco é o enredo da Imperatriz Leopoldinense
Foto: Divulgação / G.R.E.S Imperatriz Leopoldinense / Portal de Prefeitura

Na noite de terça-feira, 12 de maio, a tradicional escola de Ramos anunciou o enredo que levará para a Sapucaí em 2027: "A memória do rei e o sumiço de Dona Júlia". O tema narra a fantástica história de uma boneca que ficou desaparecida por mais de 30 anos em Pernambuco.

Batizada de Dona Júlia, a boneca foi confeccionada ainda nos anos 1960 para ser a calunga do Maracatu Porto Rico, do bairro do Pina, no Recife.

  Após décadas de mistério, a peça reapareceu 34 anos depois: em 2014, um mês antes do Carnaval, ela foi deixada por um estudante em um terreiro de candomblé, em Olinda.

Curiosamente, a calunga passou a ser acusada de assombrar a casa onde estava escondida. O caso ganhou fama e foi parar na TV, por meio de um babalorixá que buscava o verdadeiro dono do objeto. Com a repercussão, Dona Júlia foi reconhecida por sua agremiação e, finalmente, pôde ser devolvida à sua nação.

Nas redes sociais, a Imperatriz explicou a escolha: "É a história particular de uma boneca sagrada de maracatu — origem, sumiço, reencontro e a reiniciação espiritual de seus axés para voltar às ruas — o que nos guia para o Carnaval que virá!".

A mente por trás dos últimos desfiles da escola, o carnavalesco Leandro Vieira, afirma que a proposta é ampliar o olhar sobre as tradições dos maracatus de baque virado.

"Como enredo, ele revela essas tradições como espaços para a manutenção de ritos associados à coroação dos reis do Congo e às devoções particulares marcadas por aspectos espirituais, nem sempre tão bem difundidos, como o culto aos eguns e o encantamento dos objetos", destacou Vieira.

O carnavalesco ainda conta que tomou conhecimento da história quando passava o carnaval na cidade de Olinda, e viu pela TV a notícia de que um babalorixá estava em busca do dona da calunga. 

"Em 2014, "garimpei" sem pretensão uma história pra lá de brasileira e inusitada. Eu estava em Olinda, numa sexta-feira de janeiro, pronto pra curtir as prévias da folia de Pernambuco. Antes de ir pra rua, a TV ligada me fez ver a notícia sobre o paradeiro de uma "boneca misteriosa" e um babalorixá em busca de seu "dono". Nunca mais essa história pra lá de brasileira saiu de mim!.

Confira o que falou Leandro Vieira

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Portal de Prefeitura
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