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"Camisas amarelas" pedem mão dura ao Governo para conter protestos

29 abr 2010 - 09h44
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A frente conservadora dos chamados "camisas amarelas" exigiu hoje ao Governo e ao Exército "mão dura" com seus rivais, os "camisas vermelhas", que após outro dia de violência em Bangcoc pediram à União Europeia o enviou de observadores.

A reincorporação dos "camisas amarelas" ao cenário político conturbado, que causaram caos com a tomada dos dois aeroportos de Bangcoc no final de 2008, acrescenta-se o crescimento de novos focos de violência na capital, onde 27 pessoas morreram e mil ficaram feridas em apenas três semanas.

Ao longo do dia os "camisas amarelas" se manifestaram perante as portas de 40 quartéis do país e do Bangcoc, em sua primeira ação desde que os manifestantes "vermelhos" retomaram os protestos em meados de março.

Cerca de 300 "camisas amarelas" da Aliança do Povo para a Democracia se concentraram frente ao quartel do 11º Regimento de Infantaria, em Bangcoc, onde o Governo montou um centro para a coordenação da segurança.

"A crise se estendeu rapidamente e se intensificou até transformar a Tailândia em um estado em anarquia", denunciaram os "camisas amarelas" em mensagens dirigidas ao primeiro-ministro, Abhisit Vejjajiva, e o chefe do Exército, general Anupong Paochinda.

Chamlong Srimuang, ex-governador de Bangcoc e general reformado que lidera a Aliança, disse à imprensa na saída do quartel que lembrou o Governo e o Exército de sua obrigação de restabelecer a ordem, e advertiu que o número de vítimas aumentará caso ele não atua com rapidez contra os "camisas vermelhas".

Os "camisas vermelhas" da Frente Unida para a Democracia e contra a Ditadura são, em sua maioria, das zonas rurais do norte e noroeste do país, as de maior densidade demográfica e redutos dos testas-de-ferro do ex-líder Thaksin Shinawatra, deposto em 2006 e condenado à revelia a dois anos de prisão por corrupção.

Exilado e foragido da justiça tailandesa, o multimilionário Shinawatra, guia e financia os protestos dos "camisas vermelhas".

Por sua vez, a frente dos "camisas vermelhas" solicitou na quinta-feira à União Europeia o envio a Tailândia de observadores a fim de evitar que as forças de segurança assaltem o acampamento que montaram no coração comercial da cidade.

"Ameaçados pelos carros de combate e um iminente banho de sangue, apelamos a sua ajuda para evitar uma catástrofe em matéria de direitos humanos", apontaram os "camisas vermelhas" na carta entregue ao chefe da missão da União Europeia, David Lipman.

EFE   
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