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Cadillac VS Ford: Entenda a briga de gigantes na Fórmula 1

15 jan 2026 - 16h19
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Reconhecida pelas rivalidades históricas na categoria, a Fórmula 1 pode adicionar mais uma briga de gigantes à sua lista. A partir de 2026, as rivais americanas, Cadillac e Ford, irão se enfrentar no grid pela primeira vez. E as coisas já estão esquentando nos bastidores.

Dan Towriss critica Ford em entrevista
Dan Towriss critica Ford em entrevista
Foto: Rudy Carezzevoli/Getty Image / Perfil Brasil

O clima entre as gigantes esquentou devido a um comentário feito por Dan Towriss, CEO do projeto da Cadillac na Fórmula 1. Em entrevista ao The Athletic, o empresário criticou o nível de envolvimento da Ford com a Red Bull, afirmando que ambos os projetos seguem caminhos completamente diferentes.

A Cadillac faz parte da multinacional General Motors, fabricante também estreante na categoria que, desde o início, optou por um modelo de participação direta. Assim, dando um papel central à montadora desde o início do projeto.

Durante a entrevista, Towriss destacou a diferença entre a entrada da Cadillac e o retorno da Ford à Fórmula 1. Para o estadunidense, a disparidade entre as marcas é evidente, tanto no aspecto técnico quanto no estratégico: "Não chega nem perto", afirmou. "Um é um acordo de marketing com impacto muito limitado, enquanto a GM é proprietária de parte da equipe."

O empresário também aproveitou para reforçar o envolvimento da General Motors desde as primeiras etapas do projeto, participando ativamente das decisões técnicas e estruturais: "Eles estão profundamente envolvidos do ponto de vista da engenharia e participaram desde o primeiro dia. Esses dois acordos não poderiam ser mais diferentes", disse.

Como a Ford reagiu aos comentários?

As críticas à Ford feitas por Towriss não ficaram sem resposta. Mark Rushbrook, diretor global da Ford Racing, deu um depoimento defendendo a parceria com a Red Bull, que desenvolverá sua própria unidade de potência para o novo ciclo técnico.

Segundo o dirigente, a percepção interna não reflete o trabalho realizado nos bastidores e a Ford segue envolvida de forma muito mais profunda do que aparenta: "As pessoas sempre terão suas opiniões. No entanto, se pudessem ver o que está acontecendo, mudariam de ideia rapidamente", afirmou ao The Athletic.

Rushbrook também aproveitou a situação para deixar claro que o projeto vai além da exposição de marca. E que, embora o marketing faça parte do acordo, há um grande esforço técnico em andamento nos bastidores: "Não é simplesmente um programa de marketing. Claro, esse elemento existe", reforçou. "Estamos com a mão na massa".

Por fim, o empresário ressaltou a complexidade do desafio enfrentado pela Red Bull, devido ao cronograma apertado e às exigências técnicas cada vez mais desafiadoras: "Estamos fazendo isso junto com a Red Bull, mas continua sendo um enorme desafio, tanto pelo lado técnico quanto pela velocidade com que precisamos evoluir", concluiu.

Uma rivalidade histórica

Há anos, a GM e a Ford protagonizam uma das principais rivalidades do mundo do automobilismo. As duas montadoras, que já se enfrentaram intensamente na NASCAR e em competições de endurance, agora terão a Fórmula 1 como palco.

O cenário, no entanto, deve ser um pouco diferente do que as marcas estão acostumadas. Com a chegada da Cadillac e o retorno da Ford, o duelo se torna industrial. De forma que a temporada de 2026 da Fórmula 1 promete não apenas uma revolução técnica, mas também um grande embate político e estratégico nos bastidores.

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