Brasileira em vulcão na Indonésia é vista imóvel 500 metros penhasco abaixo
Localizada por um drone, Juliana Marins foi encontrada presa a um paredão rochoso a cerca de 500 metros abaixo da trilha no Monte Rinjani, na Indonésia. A confirmação veio por volta das 6h30 (horário local) de segunda-feira (23), quando os socorristas detectaram visualmente a jovem, que não apresentava sinais de movimento.
"Às 6h30 [de segunda-feira (23) de Lombok, 17h30 de domingo (22) no Rio de Janeiro], a vítima foi localizada com o uso de um drone, em posição presa a um paredão rochoso, a uma profundidade de aproximadamente 500 metros, e visualmente sem sinais de movimento."
Apesar do avanço, a instabilidade do clima obrigou as equipes a recuar mais uma vez. "A operação enfrenta terreno extremamente difícil e condições climáticas instáveis. A neblina densa reduz a visibilidade e aumenta os riscos. Por segurança, a equipe foi recolhida a uma posição segura", informaram os administradores do parque.
Condições na Indonésia desafiam avanço do resgate em terreno instável
O acidente aconteceu no sábado (21), quando Juliana Marins, que fazia trilha com um grupo e um guia local, se separou dos demais após dizer que estava cansada. Segundo a família, ela foi deixada para trás. Pouco depois, caiu em um desfiladeiro. A busca pela jovem conta com o apoio de dois alpinistas experientes, que tentam alcançar o local exato da queda.
O canal oficial de informações mantido pela família, @resgatejulianamarins, relatou que os profissionais enviados estão preparados com os equipamentos necessários, mas não há certeza sobre a continuidade da operação durante a noite. A estimativa anterior apontava que Juliana estava a 600 metros abaixo do penhasco.
Relatos divergentes sobre o socorro à brasileira geraram desconforto entre os parentes. Mariana, irmã da jovem, negou que a vítima tenha recebido alimentos, água ou abrigo. "Até agora não conseguiram chegar até ela. As cordas não tinham tamanho suficiente, além da baixa visibilidade", declarou.
O próprio embaixador do Brasil na Indonésia reconheceu a falha na comunicação. Em áudio divulgado pelo programa Fantástico, ele admitiu ter transmitido dados imprecisos, baseando-se em informações repassadas por autoridades locais.
A família ainda denunciou o funcionamento normal do parque durante o incidente. "Turistas seguem fazendo trilhas normalmente, enquanto Juliana está sem socorro, sem água, sem comida e sem agasalhos", escreveu o perfil da família nas redes.
"Aparentemente é padrão nessa época do ano que o clima se comporte dessa forma, eles têm ciência disso e não agilizam o processo de resgate! Lento, sem planejamento, competência e estrutura!"
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