Trump volta a defender Bolsonaro: "Ele é um homem bom"
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a causar polêmica nesta sexta-feira (11) ao acusar o governo brasileiro de perseguir injustamente o ex-presidente Jair Bolsonaro, atualmente réu no Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de Estado. O chefe da Casa Branca classificou o julgamento como uma "caça às bruxas".
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a causar polêmica nesta sexta-feira (11) ao acusar o governo brasileiro de perseguir injustamente o ex-presidente Jair Bolsonaro, atualmente réu no Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de Estado. O chefe da Casa Branca classificou o julgamento como uma "caça às bruxas".
"Estão tratando o presidente Bolsonaro de forma muito injusta. Ele é um homem bom. Eu o conheço bem. Negociei com ele", declarou Trump a jornalistas antes de partir de Washington rumo ao Texas para visitar a área afetada por inundações torrenciais.
"Era um negociador muito duro, e posso assegurar-lhes que era um homem muito honesto e que amava o povo brasileiro", disse o chefe da Casa Branca. "Não deveria gostar dele, porque era muito duro negociando, mas também era muito honesto, e eu conheço os honestos e os corruptos", insistiu o presidente republicano.
Na quarta-feira (9), em uma carta dirigida a Lula, Trump já tinha declarado que Bolsonaro não deveria ser julgado.
O ex-presidente brasileiro é acusado de liderar uma "organização criminosa" que planejou um golpe de Estado para permanecer no poder após sua derrota eleitoral. Bolsonaro nega as acusações.
Trump descarta falar com Lula
Ao ser questionado se planejava falar com Lula sobre as novas tarifas alfandegárias que entrarão em vigor no dia 1º de agosto, Trump disse que "talvez em algum momento eu fale com ele, mas agora não".
Do lado brasileiro, Lula também disse não ter a intenção de chamá-lo. "Eu não tenho que conversar com o Trump agora. Eu não tenho nenhuma razão", garantiu o presidente brasileiro após o anúncio das tarifas. Seu governo negocia com Washington há meses.
(Com AFP)