Trump diz que Flávio pode ficar nos EUA 'quanto tempo quiser', mas nega encontro
Senador fugiu do Brasil após perder a eleição para Luiz Inácio Lula da Silva
Donald Trump declarou que o senador Flávio Bolsonaro pode permanecer nos EUA "o tempo que quiser", embora não planeje encontrá-lo, e criticou a eleição brasileira após a vitória de Lula. Flávio viajou à Flórida em operação sigilosa pela fronteira com a Argentina e pelo Equador, desrespeitando ordem do STF para retenção de seu passaporte devido a um inquérito por lavagem de dinheiro. O governo americano negou envolvimento direto na saída do parlamentar do Brasil.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que o senador e candidato derrotado na eleição presidencial brasileira, Flávio Bolsonaro (PL), poderá permanecer em território americano "pelo tempo que quiser".
Em conversa com jornalistas em Mar-a-Lago, sua residência em Palm Beach, na Flórida, o líder republicano afirmou não ter planos de se encontrar com o parlamentar, que deixou o Brasil após ser derrotado na disputa pelo Palácio do Planalto por Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
"Não tenho planos de me encontrar com ele, mas acho que ele foi tratado muito mal. Muito mal. Então, ele poderá ficar aqui o tempo que quiser", declarou o presidente americano.
Trump, que enfrentará na terça-feira (3) as eleições de meio de mandato (Midterms), vitais para a governabilidade de seu mandato, voltou a criticar o processo eleitoral brasileiro, classificando a votação como "uma vergonha".
As declarações do mandatário ocorreram pouco tempo depois de o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, ter garantido que o governo americano "não se envolveu diretamente" na saída do filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro do território brasileiro.
Flávio foi derrotado por Lula no segundo turno das eleições presidenciais. Após a divulgação do resultado, o parlamentar de 45 anos, investigado em dois inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF), deixou o Brasil acompanhado de familiares.
Em uma operação sigilosa, o grupo atravessou a fronteira com a Argentina e passou pelo Equador antes de desembarcar no estado americano da Flórida.
A saída do país ocorreu a despeito da proibição imposta pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, que havia determinado a retenção e entrega imediata dos passaportes do senador. A medida cautelar foi expedida no âmbito de uma investigação que apura suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo o parlamentar e o advogado Willer Tomaz. .
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