Os rodoviários em greve reivindicam reajuste de 40%, auxílio alimentação de R$ 400 e o fim da dupla função de motorista
Foto: Ale Silva / Futura Press
O Ministério Público do Trabalho do Rio de Janeiro (MPT-RJ) investiga se o acordo firmado entre o Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus do Rio (Sintraturb-Rio) e as empresas de ônibus da capital fluminense para reajustar o salário dos rodoviários foi feito de maneira legal. O MPT-RJ se reuniu na tarde desta quinta-feira com representantes do Sintraturb para saber em que condições o entendimento entre trabalhadores e companhias aconteceu e se a categoria foi consultada corretamente sobre as propostas.
A greve dos motoristas e cobradores começou porque os dissidentes da categoria não aceitaram o acordo fechado entre o sindicato e a prefeitura, que definiu aumento de 10% e R$ 140 de cesta básica. Os rodoviários em greve reivindicam reajuste de 40%, auxílio alimentação de R$ 400 e o fim da dupla função de motorista – em muitas linhas, eles exercem também a função de cobrador.
Segundo o MPT, no fim do expediente de quarta-feira, um grupo de 20 rodoviários protocolou no MPT uma pauta de reivindicações trabalhistas e uma solicitação de encontro com um procurador do Trabalho, mas sem um aviso claro de que entrariam em greve ou de quando isso poderia acontecer. O pedido protocolado, de apenas uma página, não estava assinado nem tinha o telefone ou endereço dos rodoviários que solicitavam apoio do MPT. A demanda dos trabalhadores foi distribuída nesta quinta-feira e ficará a cargo do procurador do MPT João Carlos Teixeira.
De acordo com o procurador do Trabalho Carlos Augusto Sampaio Solar, que atua em conjunto com Teixeira, o MPT ainda não teve contato com os grevistas, pois somente esta tarde conseguiu um telefone de um dos líderes do movimento. O MPT espera ser procurado pelos grevistas nesta sexta-feira, já que eles é que protocolaram a solicitação de apoio.
O MPT está solicitando documentos ao Sintraturb. "O sindicato afirmou para nós que as cláusulas da convenção coletiva assinada foram submetidas à assembleia da categoria e foram aprovadas. Eles dizem que a convenção coletiva só foi firmada após a assembleia e que o grupo que está liderando a greve estava na assembleia. Agora temos que ver se houve a convocação dos trabalhadores para a assembleia e como foi a votação", afirmou Carlos Solar.
O MPT pretende procurar a Rio Ônibus, sindicato das empresas de ônibus do Rio, depois que conversar com os grevistas. "Se o intuito do grupo que está liderando a greve é realizar uma negociação, o mais natural é que eles procurem o MPT. Esperamos que isso aconteça na sexta", disse o procurador.
Centenas de ônibus são depredados em greve no Rio de Janeiro:
Ao Terra, um dos líderes dos grevistas, Hélio Alfredo Teodoro, disse que os ônibus vão voltar a circular à 0h de sexta-feira e que às 16h os grevistas farão uma passeata da Igreja da Candelária, no centro da cidade, até a sede do MPT. Depois, eles vão conversar com os procuradores sobre a greve.
Frota ainda menor à tarde
O sindicato das empresas de ônibus do Rio, Rio Ônibus, afirmou que no fim da tarde desta quinta-feira o percentual de ônibus circulando foi um pouco menor que o registrado durante a manhã: apenas 24% da frota estavam nas ruas nesta tarde. Pela manhã, eram 28%.
Durante a tarde, coletivos continuaram sendo depredados e o número de veículos danificados por grevistas era de 467 às 18h. A maioria dos casos acontece na zona oeste, mas também foram registrados atos de vandalismo na Ilha do Governador. Segundo a Rio Ônibus, normalmente 3,8 milhões de passageiros usam ônibus na cidade diariamente.
Também no fim da tarde, os pontos de ônibus voltaram a ficar cheios de passageiros. Isto aconteceu em vias como a Avenida Brasil e a Avenida Marquês de São Vicente, na Gávea, em frente à PUC, segundo a rádio CBN. As estações do metrô também tem movimento grande de passageiros.
Os rodoviários em greve no Rio de Janeiro reivindicam reajuste de 40%, auxílio alimentação de R$ 400 e o fim da dupla função de motorista
Foto: Ale Silva / Futura Press
Nas calçadas, pessoas se acumulam atrás de transporte e o metrô e o sistema de trens funcionam em capacidade máxima
Foto: Ale Silva / Futura Press
A Rio Ônibus, sindicato que representa consórcios de empresas de ônibus do Rio, informa que subiu para 325 o número de ônibus que foram depredados na cidade
Foto: Ale Silva / Futura Press
Rodoviários fizeram uma marcha por melhor salário na Cidade de Deus, sentido Barra
Foto: Ale Silva / Futura Press
Poucos ônibus circularam pela zona norte do Rio de Janeiro na manhã desta quinta-feira
Foto: José Carlos Pereira de Carvalho / vc repórter
Ônibus foram depredados em diversas garagens do Rio de Janeiro
Foto: Rio Ônibus / Divulgação
Segundo a Rio Ônibus, mais de 300 ônibus viraram alvo dos vândalos
Foto: Rio Ônibus / Divulgação
Veículos tiveram os vidros quebrados
Foto: Rio Ônibus / Divulgação
Uma cobradora da Viação Acari foi ferida com uma pedrada
Foto: Rio Ônibus / Divulgação
A Rio Ônibus faz uma campanha na internet contra a violência nos protestos, usando a hashtag #GreveSemVandalismo
Foto: Rio Ônibus / Divulgação
Ônibus foram depredados em diversas garagens do Rio de Janeiro
Foto: Rio Ônibus / Divulgação
Ônibus foram depredados em diversas garagens do Rio de Janeiro
Foto: Rio Ônibus / Divulgação
Ônibus foram depredados em diversas garagens do Rio de Janeiro
Foto: Rio Ônibus / Divulgação
Ônibus foram depredados em diversas garagens do Rio de Janeiro
Foto: Rio Ônibus / Divulgação
A polícia investiga os atos
Foto: Rio Ônibus / Divulgação
A cabeleireira Beatriz Machado, 24 anos, tenta, sem sucesso, voltar para a casa depois de deixar o Hospital Municipal Souza Aguiar ao lado do marido Gerson. Com a perna quebrada e de cadeira de rodas ela não consegue embarcar nos poucos ônibus em frente à Central que passam com destino a sua casa em Bento Ribeiro, na zona norte do Rio. Nem os táxis param para apanhar o casal. "Já tentamos ônibus, táxi, tudo. Só quero ir embora", lamenta.
Foto: Paula Bianchi / Terra
Ônibus fica lotado durante greve no Rio
Foto: Paula Bianchi / Terra
Guardas municipais e policiais militares observam
Foto: Paula Bianchi / Terra
O MP decidiu investigar o acordo feito entre sindicato e empresas de ônibus
Foto: Paula Bianchi / Terra
Ônibus voltaram a circular nesta sexta-feira no Rio de Janeiro depois da paralisação de 24 horas de parte de cobradores e motoristas
Foto: Mauro Pimentel / Terra
Empresas fizeram mutirão para consertar veículos que foram depredados durante a paralisação na quinta-feira
Foto: Mauro Pimentel / Terra
Segundo a Rio Ônibus, o movimento era considerado normal nesta sexta-feira após a retomada do serviço do transporte público
Foto: Mauro Pimentel / Terra
A aposentada Eunice Nascimento da Silva, 70 anos, reclamou dos atos de vandalismo
Foto: Mauro Pimentel / Terra
Usuários tiveram o retorno dos ônibus nesta sexta na capital fluminense
Foto: Mauro Pimentel / Terra
Trânsito ficou complicado em alguns pontos do Rio
Foto: Mauro Pimentel / Terra
Transporte coletivo do Rio foi normalizado nesta sexta
Foto: Mauro Pimentel / Terra
Mesmo com a volta da circulação de ônibus, os cariocas reclamaram das dificuldades de chegar ao seus destinos nesta sexta-feira
Foto: Mauro Pimentel / Terra
Com receio de não ter ônibus novamente, muitos optaram pelo carro para se deslocar nesta sexta
Foto: Mauro Pimentel / Terra
Após protestos na sexta-feira, rodoviários foram recebidos pelo Ministério Público do Trabalho
Foto: Fernando Frazão / Agência Brasil
Após protestos na sexta-feira, rodoviários foram recebidos pelo Ministério Público do Trabalho
Foto: Fernando Frazão / Agência Brasil
Após protestos na sexta-feira, rodoviários foram recebidos pelo Ministério Público do Trabalho
Foto: Fernando Frazão / Agência Brasil
Após protestos na sexta-feira, rodoviários foram recebidos pelo Ministério Público do Trabalho
Foto: Fernando Frazão / Agência Brasil
Após protestos na sexta-feira, rodoviários foram recebidos pelo Ministério Público do Trabalho
Foto: Fernando Frazão / Agência Brasil
Após protestos na sexta-feira, rodoviários foram recebidos pelo Ministério Público do Trabalho
Foto: Fernando Frazão / Agência Brasil
Após protestos na sexta-feira, rodoviários foram recebidos pelo Ministério Público do Trabalho
Foto: Fernando Frazão / Agência Brasil
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